Para obras, tudo. Para os servidores, nada

2013-05-21T17:33:44+00:0020 maio, 2013|

Confúcio Moura deixa muito claro quais são as suas prioridades ao investir R$ 2 bilhões em obras em período pré-eleitoral e travar uma batalha campal com servidores que lutam para repor perdas salariais

Governador Confúcio se fecha ao diálogo com servidores públicos sobre reposições salariais, alegando falta de verbas, ao mesmo tempo anuncia pacote de obras orçado em R$2 bilhoes

Governador Confúcio se fecha ao diálogo com servidores públicos sobre reposições salariais, alegando falta de verbas, ao mesmo tempo anuncia pacote de obras orçado em R$2 bilhões

[dropcap]O[/dropcap] “Pacotão do Governo da Cooperação” anunciado pelo governador Confúcio Moura (PMDB) na noite de quinta-feira (16) é um pacote de incógnitas. Com R$ 2 bilhões, Moura disse que vai fazer 20 anos em quatro. Empolgado, o governador disse que o pacote vai beneficiar todos os municípios de Rondônia. A despeito do discurso que vem adotando desde que tomou posse, em janeiro de 2011 – o de que o Estado não tem dinheiro, está falido, está quebrado etc. –, o governo não aponta de onde virá tanto dinheiro. Mais: precisa-se de bem menos do que isso – talvez menos do que a décima parte – para conceder reajustes salarias ao funcionalismo público estadual, deixar os servidores felizes e não sofrer os desgastes de tantas greves que se anunciam.

Há quem diga que, depois de dois anos e meio de paralisia administrativa e desgastes políticos, Confúcio Moura estaria lançando o “Pacotão do Governo da Cooperação” como primeiro movimento em busca da sua reeleição ao Palácio Getúlio Vargas. A estratégia é antiga: segura-se os recursos do Estado para investimentos no final do mandato, para dar a impressão, em momento de pré-eleição, de que o governo trabalha.

Do ponto de vista do marketing político, Confúcio pode até acertar ao lançar um pacotão de obras em plena época de pré-campanha eleitoral. Pelo volume de empreendimentos anunciado, o governador quer deixar a impressão de que o Estado está em ebulição. Como o eleitor se vale muito mais de sua memória de curto prazo para escolher o seu candidato, a estratégia pode dar certo.

Por outro lado, ignorar as demandas dos servidores públicos pode se revelar um erro com custos eleitorais imensos – ao eleger o funcionalismo como inimigo, Ivo Cassol pagou a conta não conseguindo fazer o seu sucessor, João Cahúlla – muito pelo contrário, o então candidato oficial ao governo do Estado contou com cerca de 45 mil servidores públicos e seus familiares lutando aguerridamente contra as suas pretensões eleitorais.

Negar reajustes salarias alegando falta de recursos e, ao mesmo tempo, anunciar um pacotão de obras orçado em R$ 2 bilhões é, no mínimo, contraditório. A situação demonstra toda uma política de prioridades por parte do governo – e o servidor público, definitivamente, não é prioridade para Confúcio Moura.

OBRAS – Após afirmar que Porto Velho sempre foi esquecida pelos governos anteriores, Confúcio Moura disse que a cidade vai virar um cartão de visitas. Depois de se comparar ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, ex-presidente da República que se notabilizou pelo bordão “Cinquenta anos em cinco”, o governador anunciou 150 quilômetros de asfaltamento de ruas, construção de um novo espaço alternativo, construção de um parque no bairro São Cristóvão e a conclusão do Teatro Municipal. Além disso, Moura garantiu também a revitalização do estádio Aluízio Ferreira, com pista olímpica de atletismo e quadras poliesportivas, e o asfaltamento da estrada do Belmont, no bairro Nacional, um dos lugares mais precários da capital em termos de infraestrutura.

Em saúde pública, Confúcio Moura anunciou que a capital vai receber um hospital de urgência e emergência, reformas e ampliações de setores do Hospital de Base, novo edifício da Policlínica Osvaldo Cruz e a Assistência Médica da Zona Sul, essa inaugurada na última sexta-feira. O governador anunciou ainda, na área de segurança, a Central de Logística da Secretaria de Segurança Pública e o novo prédio da Companhia de Operações Especiais (COE).

INTERIOR – O diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes (DER), Lúcio Mosquini, disse que algumas obras já estão em andamento e que tem cerca de 80 ordens de serviço prontas para serem assinadas, além de mais de 100 projetos em fase de conclusão. Mosquini afirma que o pacotão de obras vai gerar mais de 15 mil empregos em Rondônia.

Em Ji-Paraná serão feitos 50 km de asfalto e a recuperação do córrego Pintado. O anel viário da cidade será asfaltado e a pista do aeroporto será reformada. A cidade receberá ainda uma Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp).

Para Ariquemes o governo anunciou o asfaltamento de 30 km de ruas (em execução), o asfaltamento de 72 km da RO-257, a construção de um Hospital Regional e uma Unisp. Para Vilhena foram anunciados a pavimentação de 40 km de ruas e a revitalização de um córrego onde será construída uma praça com opções de esporte e lazer. Rolim de Moura ganhará o asfaltamento de 20 quilômetros de rua. Por fim, o governador anunciou que “praças do povo” serão construídas em vários municípios rondonienses.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Da Redação[/tab]
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2 comentarios

  1. jose cardoso 20 maio, 2013 at 3:43 pm

    ESSE PACOTE LEMBRA-ME UM PACOTE AGRÍCOLA QUE ELE (O CONFÚCIO), TROUXE PRA VILHENA E QUE ATÉ HOJE, NÃO FOI SEQUER ABERTO. A NOVIDADE DESSE PACOTE FOI A MINHA INTERVENÇÃO, COM ALGUMAS PERGUNTAS DE INTERESSE DOS OS OS NOSSOS MUNÍCIPES E ELE (O CONFÚCIO), USANDO SEU CONFUCIONISMO, DIFERENTEMENTE DO CONFUCIONISMO CHINÊS, MANDOU SEUS SEGURANÇAS ME AGARRAREM E SE NÃO FOSSE A PRESENÇA DE INÚMERAS PESSOAS E EMPRESÁRIOS, QUE TAMBÉM NÃO ME DEFENDERAM, O FATO TINHA SE CONSUMADO. QUEM SABE A MINHA PRISÃO, POR DESACATO. CARDOSO-VILHENA-RO.

  2. jose cardoso 20 maio, 2013 at 4:08 pm

    ESPERO QUE ESSA “MODERAÇÃO” SEJA DEMOCRÁTICA E QUE NOS DÊ A CONDIÇÃO DE MANIFESTARMOS OS NOSSOS PENSAMENTOS, MESMO QUE ESTEJA EM FOCO, ALGUMA “AUTORIDADE”. CARDOSO-VILHENA-RO.

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