Por que Confúcio Moura foi eleito?

2013-06-21T14:43:52+00:0021 junho, 2013|Categories: Em foco, Política|

confucioO momento político e conjuntural de 2010 era propício para a eleição do atual governador. Agora, parece que nada é propício a ele e as virtudes que Confúcio Moura tinha na época se tornaram defeitos no momento atual

Diversos fatores explicam a vitória de um candidato em uma eleição, mas o principal deles é o momento conjuntural. A pessoa certa, na hora certa, com o discurso certo – ocupando um vácuo que nenhum outro consegue preencher. É assim que alguém é eleito.

Com a eleição de Confúcio Moura para o governo de Rondônia em 2010 não foi diferente. O enredo político do momento evocava alguém como ele para o poder.

Uma das razões é a crise do cassolismo no estado na época. Ivo Cassol, do PP, que já bateu recordes de popularidade em Rondônia, vivia um momento delicado em sua carreira política. Se não fosse a vez de dois votos simultâneos para dois senadores, Cassol não iria para o Senado, pois ficou em segundo lugar, atrás de Valdir Raupp, do PMDB. A grande maioria dos eleitores de Cassol que votaram nele para senador, na verdade dedicara foi o “segundo voto”, em detrimento do primeiro, que era para Raupp.

Além disso, Cassol não conseguiu, na época, eleger seu ungido, o governador João Cahulla, do PPS. A vitória desse último estava contabilizada como garantida pela chapa governista, mas, como as urnas se revelaram, a derrota foi catastrófica.

É interessante notar que Cassol estaria para Cahulla o que, também na época, Lula estava para Dilma – um cabra eleitoral, transferidor de votos, com a evidente intenção de voltar ao poder daqui a quatro anos. O governo Cahulla seria, então, tutelado por Cassol. Mas, ao contrário de Lula, Cassol não parece ser um bom transferidor de voto.

Cahulla ficou em segundo colocado no primeiro turno. Historicamente falando, todos os candidatos a governador do Estado de Rondônia que perderam na primeira rodada, também perderam na segunda. Além disso, todo primeiro colocado no primeiro turno alarga sua vantagem sobre o segundo colocado na segunda votação. E foi exatamente o que ocorreu em 2010.

A eleição de Confúcio também se explica pelo descontentamento do povo de Rondônia com o governo Cassol. Personalidade forte, ousadia extrema e postura inflexível fez a imagem de Ivo Cassol desbotar durante seus oito anos de mandato. A personalidade “calma” de Confúcio parecia ser um contraponto para a de Cassol.

Além disso, Confúcio também adquiriu uma boa representação em todo o estado, principalmente entre os “formadores de opinião”. Professores, profissionais liberais, religiosos, jornalistas foram simpatizantes de Confúcio na época. Essas balizas de referência influenciam muito o eleitorado comum. Principalmente nos grandes colégios eleitorais do estado – Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena.

Mas dentre todos os motivos para que o eleitor escolhesse Confúcio Moura é a personalidade. O jeito de humilde, de manso, de conciliador, exerceu muita influência no eleitorado.

Na época, em 2010, este perfil de personalidade de Confúcio era considerado uma virtude. Hoje, entretanto, parece que a mesma peculiaridade de temperamento se tornou um defeito. É que, novamente, as conjunturas políticas mudaram.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Por Rildo Costa[/tab]
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