Denúncia formal foi protocolada na Câmara de Vereadores e poderá incorrer na cassação do seu mandato

rover-pfA menos de um ano de uma denúncia protocolada pela Polícia Federal que quase cassa o mandato do prefeito de Vilhena José Luiz Rover (PP), outra denúncia que poderá ter o mesmo efeito é protocolada.

O vilhenense Ernando Lucena protocolou, nesta semana, a denúncia por infração política-administrativa contra Rover. Seguindo os processos regimentais, a denúncia já está sendo esquadrinhada pelo setor jurídico da Câmara de Vereadores para ver se contém os requisitos mínimos para entrar na pauta da próxima sessão ordinária, que acontecerá no dia 3 de abril, onde será votada a sua aceitação pela Casa de Leis. Em seguida serão sorteadas as comissões para instaurar uma nova CPI que decidirá se procede ou não a denúncia. A decisão poderá acabar na cassação do prefeito.

Cabe ressaltar, que a anterior acusação protocolada pela Polícia Federal apontando desvios de recursos federais na construção do Hospital Infantil e Maternidade de Vilhena foi reprovada pela comissão, contrariando assim a denúncia da PF, livrando Rover da cassação.

A denúncia é dividida em 4 fatos:

primeiro fato refere-se ao empréstimo de R$ 35 milhões que Rover fez com a Caixa Econômica Federal, com carência de dois anos para pagamento, sem deixar claro como será quitado. A denúncia assume que Rover está deixando a responsabilidade para os futuros prefeitos, comprometendo os seus orçamentos.

segundo fato refere-se à inadimplência continuada junto ao IPMV que fez com que o Tribunal de Contas reprove as contas de Rover dos anos 2012, 2013 e 2014. Rover desconta os valores na folha de pagamento dos servidores municipais, mas não os entrega ao órgão. No ano de 2011 o débito previdenciário com o IPMV era de R$ 247 mil, em 2012 saltou para R$ R$ 2 milhões, em 2013 chegou a R$ 3 milhões e em 2014 foi para mais de R$ 3,5 milhões.

terceiro fato refere-se à omissão ou negligenciamento na defesa bens, rendas, direitos ou interesses do município, sujeito à administração Rover. A saúde de Vilhena é caótica, onde o Conselho Regional de Medicina tem reiterado repetidamente quanto à falta de escala de profissionais e condições de trabalho inadequadas. O próprio Secretário Estadual de Saúde declarou que há um ralo na saúde de Vilhena, porque o problema não é falta de dinheiro.

A educação do município também sofre com a omissão e negligência sujeitos à administração Rover, tendo como ápice a interdição da escola municipal Ivete Brustolin, onde, em reiteradas ocasiões, o prefeito já havia sido advertido sobre os problemas de infraestrutura. Rover, em nota, lavou as mãos jogando a culpa no seu ex-secretário José Carlos Arrigo. O transporte escolar também vem sendo negligenciado pondo em risco a vida dos alunos.

A obra da Macrodrenagem já consumiu mais de R$ 20 milhões, mas no lugar de resolver o alagamento, vem criando erosões por onde foi parcialmente construída, provocando danos ao meio ambiente.

O quarto fato refere-se à permuta de imóveis entre a prefeitura e a empresa M.I. Incorporadora Ltda. com graves prejuízos ao erário, o que levou ao bloqueio dos bens de Rover pela permuta irregular.

Da redação do Rondônia em pauta