Lizangela Rover (PP), Ezequiel Neiva (PMDB), Luizinho Goebel (PV), Jacier Dias (PSC), Vanderlei Graebin (PSC),  Sandra Melo (PP) e Rosângela Donadon (PMDB) são todos potenciais candidatos a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado

deputado-estadual[dropcap]A[/dropcap] se levar em conta o número de prováveis candidaturas, os 52.373 eleitores de Vilhena (TRE/Eleições 2012) poderão ter alguma dificuldade para escolher um candidato a deputado estadual nas eleições do ano que vem. Até prova em contrário, Rosângela Donadon (PMDB), Luizinho Goebel (PV), Lizangela Rover (PP), Ezequiel Neiva (PMDB), Vanderlei Graebin (PSC), Jacier Dias (PSC) e Sandra Melo (PP) são todos potenciais candidatos a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado (ALE/RO). Se todos forem confirmados, mais uma vez Vilhena vai altamente dividida para as urnas. O risco? Não eleger ninguém e perder a representatividade na Capital do Estado.

         O que se fala hoje em termos de eleições/2014 é mera especulação, mas as movimentações nos bastidores permitem aos analistas políticos preverem quadros possíveis. Um deles é que dificilmente esses oito pré-candidatos confirmarão suas candidaturas. Haverá alianças locais e coligações em nível estadual que não poderão ser simplesmente ignoradas. Há partidos que, por serem pequenos, não têm capital eleitoral para lançar dois candidatos a deputado estadual em Vilhena – é o caso do PSC, que embora tenha crescido um pouco por conta da visibilidade nacional proporcionado pelas traquinagens do deputado federal Marcos Feliciano, não tem ainda a densidade necessária para uma empreitada dessa natureza – e aqui se complicam as candidaturas de Vanderlei Gaebrin e Jacier Dias.

         A se confirmar a candidatura de Lizangela Rover, alguns pretensos candidatos deverão recuar – é o caso de Sandra Melo e o próprio Jacier Dias. Há pré-candidatos que se encontram cada vez mais isolados e esse fator poderá ser determinante para novos recuos – é o caso de Vanderlei Gaebrin e Ezequiel Neiva. Neiva foi bem votado na eleição de 2010. Obteve 13.181 votos e, em números absolutos, foi o 10º candidato mais votado naquele pleito. Entretanto, não obteve coeficiente eleitoral por conta da fraca coligação da qual participou e ficou fora da ALE/RO. Neiva tinha como certo o apoio de José Rover à sua candidatura, mas é óbvio que o prefeito de Vilhena não vai abandonar a própria esposa, razão pela qual o ex-deputado por Cerejeiras provavelmente não terá palanque por aqui. É bom lembrar que o reduto eleitoral de Ezequiel Neiva se espalha pelo Cone Sul e o pré-candidato nunca foi forte em Vilhena. Nesses termos, a sua candidatura continua sendo viável se ele repetir o desempenho das eleições/2010 – agora num partido mais forte e, certamente, numa coligação mais competitiva.

         Lizangela Rover é candidata forte. Tem luz própria, carisma e só depende dela mesma para fazer uma boa campanha e arrebatar os votos necessários para a sua eleição. Está eleitoralmente bem enraizada em vários pontos da cidade. Soube usar como poucos a estrutura da Secretaria Municipal de Bem Estar Social em seu favor e, muito provavelmente, vai colher bons frutos – a análise aqui se baseia em conversas diretas com o próprio eleitorado, principalmente os dependentes de programas sociais governamentais, reduto no qual a primeira dama reina absoluta. Aparentemente, só uma coligação muito fraca poderia tirar Lizangela do páreo, o que não deverá ser o caso.

         Tudo indica que Marcos Donadon não poderá se candidatar à reeleição por conta da Lei da Ficha Limpa. O plano “B”, então, seria lançar a sua esposa, Rosângela Donadon, suplente de vereador por Porto Velho, onde obteve expressivos 1.856 votos. Em se mantendo os votos da capital e em se confirmando o potencial de transferência de votos da família Donadon não só em Vilhena, mas em todo Cone Sul, trata-se de uma candidatura viável. É bom lembrar, entretanto, que o marido deputado vem caindo na preferência do eleitorado. Na penúltima eleição, Marcos Donadon obteve 11.779 votos e, na última, 9.921 votos. Juntando a tendência de queda com a exposição quase sempre negativa vinculada à sua imagem, o potencial eleitoral de Marcos Donadon atualmente é duvidoso, o mesmo valendo para o seu potencial de transferência de voto. Nesses termos, o futuro de uma candidatura de Rosângela Donadon passa a ser completamente imprevisível.

         Sem os apoios pretendidos inicialmente, Vanderlei Graebin já surge como carta fora do baralho. Tem como único reduto eleitoral a cidade de Vilhena, município onde os votos certamente serão divididos. Sua candidatura só seria viável se estrelas políticas locais aderissem ao seu projeto, o que não deve acontecer, uma vez que cada estrela revela ter projeto próprio.

         Luizinho Goebel, por sua vez, saiu extremamente enfraquecido das urnas nas eleições municipais/2012. O parlamentar obteve 15.510 votos em 2010, quando foi eleito deputado estadual, e modestos 3.245 votos quando disputou a prefeitura de Vilhena, em 2012. Ao se confirmar a sua candidatura, não contará com o apoio do senador Ivo Cassol, um dos grandes responsáveis pelo seu sucesso nas urnas em 2010, além de que vai encontrar o seu reduto eleitoral completamente dividido com outros candidatos fortes. O futuro político de Luizinho Goebel é, para dizer pouco, duvidoso.

         É claro que ainda é muito cedo para se fazer qualquer afirmação definitiva sobre as eleições de 2014. Deve-se levar em conta também as coligações estaduais, onde “puxadores” de votos de outras regiões acabam por conduzir a uma vaga na ALE/RO candidatos com desempenho eleitoral baixo – isso por conta do mecanismo do coeficiente eleitoral. Enfim, são muitas as peças no tabuleiro eleitoral. Daqui para frente elas tendem a se movimentar freneticamente.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Por Hernán Lagos[/tab]
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