Prevenção-de-Lesões-(1)A grande frequência de banhistas nos balneários de Vilhena, principalmente nos finais de semana, tem preocupado o vereador Célio Batista em relação à segurança dos vilhenenses naqueles locais

[dropcap]N[/dropcap]a sessão desta terça-feira, 21, o parlamentar apresentou a proposta de um projeto de Lei que cria a Semana de Prevenção de Lesões Medulares causadas por mergulho em águas rasas.

De acordo com o parlamentar, a proposta envolveria órgãos municipais como as secretarias de Saúde, Educação e Esportes, além de contar com a parceria das instituições de Segurança Pública. “Nossa meta é que, através dessa iniciativa, consigamos promover uma divulgação maior da prevenção e conscientização do perigo e dano à saúde, principalmente, à vida das pessoas em relação ao mergulho nas águas rasas de nossos balneários”, comentou o vereador.

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Com a aprovação do Poder executivo, as secretarias envolvidas publicarão cartilhas para serem divulgadas em seminários e palestras abordando o risco da lesão medular.

Em visitas aos balneários da cidade, Célio Batista identificou que há pouca segurança para os banhistas e que é preciso haver mais preocupação dos proprietários colocando placas de alerta nos pontos mais perigosos. “Os acidentes acontecem normalmente no período de estiagem, quando as águas baixam e deixam vulnerável a segurança dos banhistas. Eu gostaria de deixar algumas dicas para que as tragédias sejam evitadas naqueles locais como por exemplo: não mergulhar antes de entrar na água; nem praticá-lo em água turva; verificar a profundidade do local; não empurrar as pessoas na água e sempre evitar o consumo excessivo de álcool”, destacou.

Tragédias que poderiam ser evitadas – No dia 04 de outubro de 1997, às 16 horas, Ednei Raimundo Oliveira, em uma tarde de lazer no rio Piracolino, resolveu tomar um banho de rio. Numa fração de segundos, pulou na água e no mergulho bateu a cabeça num banco de areia. Ednei sofreu um choque que fez com que o seu pescoço fosse dobrado. Ednei perdeu os movimentos na hora, e ficou embaixo da água por alguns minutos até que alguém percebesse o que havia ocorrido. Ednei foi levado ao Hospital Regional e depois de três dias foi transferido para Porto Velho. Ele teve uma fratura em duas de suas vértebras, deixando-o quase que totalmente tetraplégico. Ednei consegue fazer alguns movimentos com dificuldades e depende de uma cadeira de rodas para se locomover; o banhista Elizeu Brasnieski, desde o dia em 02 de setembro de 2012 sofre as consequências até hoje. Ele foi passar o dia à beira do rio acompanhado de amigos, quando decidiu dar um mergulho, a partir daquele mergulho a sua vida mudou o rumo. Elizeu está há oito meses dentro da UTI no Hospital Regional de Vilhena; outra vítima foi a cabeleireira Leudimar Coelho Alves, depois de um mergulho no Piracolino, em outubro de 2012, perdeu os movimentos e ficou boiando por cerca de três minutos até que seus amigos percebessem o que havia acontecido. Do rio para o hospital, Leudimar ficou tetraplégica e só movimenta o pescoço. Hoje ela é totalmente dependente da família para se alimentar e ir ao banheiro.

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