Ações da Defesa Civil reduzem impactos, diz ministro da Integração Nacional

2014-02-26T15:23:00+00:0026 fevereiro, 2014|Categories: Rondônia|Tags: , |

imageNa segunda visita que fez a Porto Velho em duas semanas, o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, reiterou que as ações desenvolvidas pela Defesa Civil Estadual são corretas e têm contribuído para amenizar os impactos da enchente do rio Madeira, que já produziu efeitos históricos. Ele citou o fato de não ter sido registrado nenhuma morte como demonstração da eficácia das intervenções dos órgãos estaduais. Acompanhado de uma comitiva, em que estavam representantes da Secretaria Nacional da Defesa Civil, CPRM, DNIT, Ministério da Defesa e do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, além do governador de Rondônia Confúcio Moura, o ministro fez novo sobrevoo às áreas inundadas e, em seguida, conduziu uma reunião técnica para definir qual deve ser a participação mais urgente do Governo Federal.

Na Base Aérea de Porto Velho, o ministro Francisco Teixeira e sua comitiva, além do governador Confúcio Moura, assistiram a uma explanação sobre o momento atual das enchentes e as providências tomadas. A apresentação foi feita pelo coronel Lioberto Caetano, comandante geral do Corpo de Bombeiros e coordenador estadual da Defesa Civil. No auditório estavam ainda os senadores Valdir Raupp e Jorge Viana (AC), os deputados federais Marinha Raupp e Amir Lando, o governa além de secretários estaduais e técnicos do governo do estado do Acre.

imagePanorama

O coronel Caetano apresentou o panorama da situação provocada pelas enchentes, destacando a prioridade no atendimento às famílias desalojadas e desabrigadas, inclusive com a assistência nos alojamentos. Ele destacou que há esforços para evitar colapso no abastecimento de combustível pelo porto da área conhecida como “Região do Petróleo”, onde o nível da água prejudica o acesso dos caminhões aos postos de distribuição.

O coordenador estadual da Defesa Civil também apontou a necessidade de estabelecer uma nova opção terrestre para os municípios de Nova Mamoré e Guajará Mirim, que neste momento estão isoladas em razão da interdição da BR 425, também por causa das cheias. Caetano destacou os entendimentos para que seja aberta uma alternativa pela Estrada Parque, que interligará estas cidades ao município de Ariquemes.

Comércio

Na intervenção que fez, o governador Confúcio Moura apontou os prejuízos ao setor comercial, dando ênfase às cargas que não podem ser internadas em Guajará Mirim e o problema dos motoristas que, por sua vez, não sabem o que fazer com as mercadorias. E prometeu debater o assunto na Superintendência da Suframa, em Manaus.

O engenheiro Fabiano Cunha, superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), mostrou as ações de sua pasta e destacou que mantém duas equipes atuando ininterruptamente na estrada de Nova Dimensão a fim de garantir trafegabilidade e segurança. Da mesma forma, segundo ele, está sendo monitorada a BR -364, no trecho de acesso ao estado do Acre. “O trânsito só será permitido enquanto houver segurança”, assegurou.

O ministro Francisco Teixeira disse que a proposta da presidente Dilma Rousseff para este momento é agir com rapidez e utilizando todos os meios disponíveis. Ele também anunciou que o Ministério da Integração Nacional já liberou R$ 564 mil, que serão utilizados em ações de socorro e assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais no Estado. Teixeira lembrou que o Governo Federal também vem prestando ajuda através de outros meios, como a cessão de aeronaves e doação de cestas básicas.

Para o secretário nacional da Defesa Civil, general Adriano Pereira, Porto Velho enfrenta uma cheia atípica e que a prioridade deve ser a preservação de vidas para, no segundo momento, investir na recuperação dos danos. Ele ilustrou o fenômeno citando situações climáticas adversas que ocorrem na Bolívia, com as chuvas intermitentes, e em São Paulo, com o racionamento de água.

Nonato Cruz
Fotos: Marcos Freire

Um comentario

  1. Cristina 26 fevereiro, 2014 at 5:00 pm

    Já deviam prever este impacto quando a Construção de Usina no Rio Madeira.ter previsto q com as chuvas seria maior as cheias e assim prevenir e cuidar dos ribeirinhos. nada foi feito para evitar os transtornos de todos que lá estão.Então fica a pergunta a culpa é de que!

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