Juraci Duarte não acredita em crescimento econômico sem investimento em ciência e tecnologia e propõe mais verbas para o financiamento da pesquisa na Amazônia Ocidental e em Rondônia

Ao refletir sobre as possibilidades de crescimento econômico de Rondônia, o candidato a deputado estadual, Juraci Duarte, da coligação “Rondônia no caminho do progresso” (PHS/PROS), elogiou a instalação, em Porto Velho, da Fapero – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Rondônia. O empresário e professor de educação física disse que não acredita em nenhuma possibilidade de crescimento efetivo da economia rondoniense sem investimentos em ciência e tecnologia. Para o candidato, falta “massa crítica” (mão-de-obra especializada) tanto para servir a um possível processo de industrialização que venha a ocorrer em Rondônia quanto para instigar o espírito empreendedor na região.

Duarte compete no pleito para deputado estadual numa coligação que torna suas pretensões altamente viáveis, já que pode se eleger com pouco mais de seis mil votos. “Penso que vamos fazer três parlamentares estaduais”, destacou o candidato, que se faz otimista com o apoio maciço da categoria da qual pertence, os agentes penitenciários estaduais, além de setores significativos do funcionalismo público.

“Tínhamos dois problemas que travavam o nosso desenvolvimento”, disse Duarte. “Um deles parece que está resolvido: a questão do acesso e do escoamento da produção rondoniense. Hoje temos a BR-364, que nos liga aos grandes centros consumidores das demais regiões do Brasil e ainda nos conecta a importantes portos do Pacífico, nos abrindo mercados nos países andinos e asiáticos, além da hidrovia do rio Madeira, que nos conduz aos mercados da Europa e Estados Unidos”.

Duarte destaca ainda que o Estado possui excedente de energia elétrica, o que se constitui numa inequívoca vantagem competitiva em relação a outros estados. E completa: “Somos ricos em matérias primas”. Para o candidato, “Rondônia está com a faca e o queijo nas mãos”.

Ele diz que pretende mobilizar todas as forças políticas, acadêmicas, empresariais e comunidade em geral para promover uma articulação entre os órgãos que atuam nas áreas de ciência e tecnologia, como a Fapero, Unir – Universidade Federal de Rondônia –, Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária –, Emater – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural –, Sedam – Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental –, Ifro – Instituto Federal de Rondônia, dentre outros, para que, na medida do possível, pesquisem Rondônia e encontre soluções sustentáveis para os gargalos científicos e tecnológicos do Estado.

MASSA CRÍTICA – Lembrando que Rondônia é um Estado novo, com menos de 40 anos de fundação, o aspirante a parlamentar estadual diz que falta mão-de-obra especializada na região. Diz ainda que Rondônia foi o penúltimo Estado brasileiro a implantar a sua Fundação de Amparo à Pesquisa. “A Fapero é da maior importância para o Estado”, considera Duarte, explicando que, antes, as verbas destinadas a pesquisa eram federais e, como tais, suas destinações voltavam-se para projetos concebidos por órgãos federais.

“Agora tudo muda: com a Fapero, que gere uma parte do orçamento do Estado e verbas federais destinadas à pesquisa, o órgão introduz um olhar especializado sobre a Amazônia Ocidental e Rondônia, identificando nossos gargalos científicos e priorizando projetos que visam equacioná-los”, explicou Duarte. “Os resultados da Fapero, até o momento, têm sido excelentes”.

DEFESA – O candidato Duarte diz que a Fapero, apesar de nova, já desponta como um patrimônio da comunidade científica local e tem que ser defendida a qualquer custo. “Penso que o Estado pode aumentar a sua parcela de contribuição à Fapero sem comprometer significativamente a sua receita. E podemos articular as forças políticas não só de Rondônia, mas de toda a Amazônia Ocidental, para destinarmos mais verbas federais à fundação”, disse, completando que “mais verbas do Estado à Fapero não é gasto, é investimento da melhor qualidade com retorno garantido”.

Duarte diz que o apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico se revela um fator de atração de grandes indústrias para Rondônia, gerando empregos de qualidade e boa renda aos rondonienses. E defende, por parte do Estado, a criação de uma universidade estadual, uma vez que apenas quatro estados brasileiros ainda não as têm – Sergipe, Espírito Santo, Acre e Rondônia. “O pequeno Estado de Alagoas tem duas universidades estaduais, enquanto nós, com todo o nosso potencial, não temos nenhuma”, criticou Duarte.

“Tão logo assuma uma cadeira na Assembléia Legislativa vou apresentar o projeto de lei criando a Universidade Estadual de Rondônia e, enquanto eu respirar, vou batalhar para que esse sonho se torne realidade”, garantiu.

Nascido em Vilhena e tendo exercido o ofício de Agente Penitenciário tanto em seu município de origem quanto em Porto Velho, Duarte propõe um diálogo entre o Estado e a Unir – Universidade Federal de Rondônia – para que o primeiro passe a gerir alguns campi da segunda, como os de Guajará-Mirim, Presidente Médici e Ariquemes. “A partir daí, o Estado pode estabelecer novos campi em regiões estratégicas, como a Universidade Estadual do Vale do Guaporé, em Costa Marques, explorando as vocações de cada município e de cada região, voltando-se preferencialmente para os cursos tecnológicos, como as engenharias em geral, biotecnologia, nanotecnologia, computação nas suas diversas variações etc”, explicou o candidato.

Duarte acredita que é possível potencializar a exploração das riquezas regionais sem comprometer o Bioma Amazônia. Para tanto, diz que são necessárias pesquisas de ponta para articular as atividades econômicas e a preservação ambiental. “Existem maneiras sustentáveis de exploração, mas isso exige estudos profundos, pois apesar de extremamente complexa, a Amazônia é muito frágil”, concluiu.

Da Assessoria