Aviagro cancela cavalgada da Expovil pela primeira vez em 28 anos

2013-06-20T17:34:34+00:0020 junho, 2013|

Comitivas poderão fazer churrasco e festa no Parque de Exposições, só não haverá cavalgada

[dropcap]O[/dropcap] motivo é a detecção de uma doença infectocontagiosa chamada Mormo uma doença que ataca os cavalos, a doença grave também pode ser transmitida para as pessoas.

No dia 10 de junho foi detectado no município de Cujubim, onde foi encontrado um animal infectado. Pensando na garantia e sanidade animal, a diretoria da Aviagra, decidiu na noite desta quarta-feira (19) que a cavalgada deveria ser cancelada para evitar o contágio.

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“O Idaron não proibiu a cavalgada, mas a Aviagro cancelou a cavalgada do dia 29, por segurança de todos os animais. Devido ao pouco tempo muitos cavalos não passaram pelos exames. Tem animais sadios e outros não, mas ao beber água da mesma fonte podem se contaminar e para evitar o contagio, foi cancelado o evento”, explicou Agostinho Pastore, presidente da Aviagro, em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (20).

DSCN3595No Parque de Exposições só entrará animal apresentando todos os exames que só são feitos em Brasília e Belém. Os cavalos do rodeio vêm de São Paulo, por isso o rodeio está garantido.

Entenda o que é o Mormo
O Mormo ou lamparão, é uma doença infecto-contagiosa dos eqüídeos, causada pelo Burkholdelia mallei, que pode ser transmitida ao homem e também a outros animais. Manifesta-se por um corrimento viscoso nas narinas e a presença de nódulos subcutâneos, nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos, pneumonia, etc. Os animais contraem o mormo pelo contato com material infectante do doente: pús; secreção nasal; urina ou fezes.

SINTOMAS: Os sintomas mais comuns são a presença de nódulos nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos, catarro e pneumonia. A forma aguda é caracterizada por febre de 42ºC, fraqueza e prostração; pústulas na mucosa nasal que se transformam em úlceras profundas com uma secreção, inicialmente amarelada e depois sanguinolenta; intumescimento ganglionar e dispnéia. A forma crônica apresenta-se na pele, fossas nasais, laringe, traquéia, pulmões, porém de evolução mais lenta, pode apresentar também localização cutânea semelhante à forma aguda, porém mais branda.

CONTAMINAÇÃO: Acontece pelo contato com material infectante (pus, secreção nasal, urina ou fezes). O agente penetra por via digestiva, respiratória, genital ou cutânea (por lesão). O germe cai na circulação sanguínea e depois alcança os órgãos, principalmente pulmões e fígado.

TRATAMENTO: O mormo apresenta forma crônica ou aguda, esta mais freqüente nos asininos. Os animais suspeitos devem ser isolados e submetidos à prova de maleina, sendo realizada e interpretada por um veterinário. A mortalidade dessa doença é muito alta.

Atenção: Devem ser realizadas as seguintes medidas:
Notificação imediata à Defesa Sanitária
Isolamento da área da infecção e isolamento dos animais suspeitos
Sacrifício dos que reagiram positivamente à mesma prova repetida após dois meses
Cremação dos cadáveres no próprio local e desinfecção de todo o material que esteve em contato com os mesmos
Desinfecção rigorosa dos alojamentos
Suspensão das medidas profiláticas somente três meses após o último caso constatado. Os produtos usados devem ser à base de sulfas, principalmente sulfadiazina e sulfatiazol ou sulfacnoxalina ou cloranfenicol e outros, em forma de grupos antibióticos.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Por Hernán Lagos[/tab]
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2 comentarios

  1. leandro 20 junho, 2013 at 1:30 pm

    parabens ao presidente da aviagro, a cada ano q passa consegue acabar cada vez mais com a nossa feira agropecuaria A AVIAGRO esta de parabens vcs merecem aplausos de pé…….

  2. MARCIO_PO-K 23 junho, 2013 at 12:51 pm

    começou errado !!!!!!

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