Em evento que marcou lançamento do pacote de obras do governo do Estado no município, governador foi recebido por autoridades e grevistas e pediu que todos voltem ao trabalho

DSCN2892[dropcap]O[/dropcap] governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), foi recebido por autoridades e servidores públicos estaduais em greve durante o evento que marcou a assinatura da ordem de serviço liberando recursos para asfaltamento de 10 quilômetros de ruas em Colorado do oeste. Duas categorias – professores e agentes penitenciários – marcaram presença e fizeram protestos contra a caravana governamental.

            Em seu discurso – que foi antecipado para que o governador falasse aos grevistas –, Confúcio Moura afirmou que o Estado apresenta muitas dificuldades administrativas e estas têm de serem superadas uma a uma. Em relação a aumentos salariais, o governador citou reportagem da última edição da revista “Veja” dando conta de que 13 estados brasileiros estão com sérios problemas fiscais por extrapolarem o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é de 46% do orçamento dos estados, para despesas com folha de pagamento.

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            “Estamos no limite”, disse Moura. “Se eu passar disso, terei de responder por crime de responsabilidade fiscal. Não é que o governo é ruim, não é que o governador é ruim. É que estamos no limite mesmo”. O governador afirmou que nos primeiros dois anos de seu governo os servidores estaduais tiveram aumentos reais de salários, sendo que o reajuste passou dos 95% para algumas categorias. “Infelizmente é a lei. Não se trata de um jogo onde um ganha e o outro perde. Esse é um jogo de perde-perde”, discursou.

            O governador finalizou seu discurso pedindo aos servidores em greve que retornem ao trabalho, e garantiu que, assim que a folha aliviar por conta da transposição, não será necessário greve: ele vai, espontaneamente, conceder os reajustes almejados pelo funcionalismo.

            O senador Valdir Raupp (PMDB), que também acompanhou a comitiva governamental, conversou com os servidores grevistas e ouviu as suas reivindicações. Em discurso, ele garantiu que se o governo pudesse, daria mais do que já deu até agora, entretanto, lembrou que, “ao mesmo tempo que o governador tem uma caneta na mão, tem também um Estado inteiro para cuidar”.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Por Hernán Lagos[/tab]
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