Servidores da educação municipal de Corumbiara paralisaram atividades nesta terça-feira (3)

foto-(2)[dropcap]E[/dropcap]m entrevista ao Rondônia Em Pauta, o vice-prefeito do município de Corumbiara, Emerson Teixeira de Souza (PMDB), deixou claro que não há como atender às reivindicações dos servidores em greve. “A greve é geral. Todos os municípios estão estourados e no limite pelo corte de repasse do Governo Federal. Estamos pagando o piso, conforme a Lei”, afirmou Emerson.

No município há quatro escolas municipais, delas a Mundo Mágico e Pé da Serra estão em greve, já a Eliconia e Vital Brasil continuam suas atividades normais, portanto, a paralisação não conta com a adesão de toda a categoria.

O vice-prefeito também afirmou que haverá uma demissão em massa no mês de outubro, caso a receita municipal não melhore. O corte nos gastos do erário visa atingir a meta e cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Greve

Os professores municipais iniciaram, nesta terça feira, uma greve por tempo indeterminado. Segundo informado, deve-se ao fato de o executivo municipal não cumprir com acordos feitos com a categoria, pois o mesmo nomeou uma comissão para elaboração do plano de carreira cargos e salários do magistério público e que este ao ser elaborado seria levado à apreciação da Câmara para aprovação. Logo que a comissão terminou o Plano, foi encaminhado ao executivo no dia 24 de julho do corrente ano e até a presente data nenhuma atitude foi tomada.

O executivo foi procurado pela categoria para uma solução amigável para o problema, mas disse simplesmente que nada poderia fazer porque o limite prudencial da folha de pagamento do município está estourado.

O prefeito juntamente com sua equipe técnica disseram que seria possível a aprovação do plano desde que a SEMED efetuassem algumas contenções de despesas e diminuíssem sua folha de pagamento. A SEMED cumpriu com o combinado, foi feito algumas demissões de professores emergenciais e alguns professores efetivos foram contratados pelo Estado totalizando um total de 7 professores a menos o que resulta em aproximadamente um corte de 7 % em sua folha.

O que revolta a categoria é que nada está sendo feito pela administração para conter os gastos, o executivo diz que não efetuou contratações, o que não é verdade, diz que não criou portaria ou cargos comissionados o que talvez seja verdade mas, fez questão de ocupar todas as já existentes.

Diante dos desmandos do Executivo municipal os servidores decidiram paralisar as atividades letivas até que seja apresentada uma proposta concreta no sentido corrigir as percas salariais do magistério municipal.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Por Hernán Lagos[/tab]
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