Mais de 10 anos: Presidente da Câmara de Chupinguaia Roberto Pinto, Udo Walhbrink, Pedro Arrigo e Diorande Montalvão são condenados

2013-04-23T14:00:59+00:0022 abril, 2013|

Pedro-Arrigo1[pullquote]A decisão cabe recurso, todos foram condenados pela invasão em fevereiro/2012 da Fazenda Dois Pinguins em Chupinguaia, a pena deve ser cumprida em regime fechado[/pullquote]

[dropcap]L[/dropcap]iliane Pegoraro Bilharva, juíza da 2ª Vara da Comarca de Vilhena, acatou o pedido do Ministério Público e condenou todos os envolvidos entre eles Tereza Costa de Souza Coelho, Élida Aparecida Orlando, Silvano Soares dos santos, Penha Maria Reis Lipke, José Mário Alves de Jesus, Otto Lipke, Cosme Alves de Oliveira, Sebastião Carvalho da Costa, Margarida Pereira de Jesus,Edilson Cardoso dos Santos, Romilda Pereira dos Santos Vailant, Osvaldo Dias Montalvão, Pedro Dias Montalvão e Pascoal Martins Vieira.

OPERAÇÃO GAIA I deflagrado no 5 de março de 2012, combateu quadrilha organizada para invasão armada de terras, na região de Vilhena e Chupinguaia, culminando na prisão do vereador Roberto Ferreira Pinto (Chupinguaia) e do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais das duas cidades, Udo Whalbrink.

Investigações instauradas pela Polícia Civil deram conta de que supostos “trabalhadores rurais”, em confronto à ordem constitucional democrática, vinham buscando métodos guerrilheiros para intimidar proprietários de fazendas que, respaldados em suas posses por decisões judiciais, tanto da esfera estadual quanto federal, viam-se obrigados a abandonar suas áreas em virtude da violência que vinham sofrendo por verdadeiros bandos armados e encapuzados, culminando, por último, no fato ocorrido no último dia 20/02/2012, quando foi invadido o imóvel rural denominado Fazenda Dois Pinguis, localizado no Lote 40, Linha 125, Gleba Corumbiara, Distrito de Chupinguaia/RO, de propriedade dos irmãos Moacir de Araújo Caramello e Jones Caramello.

Esse esbulho aconteceu de forma violenta, visto que cerca de 30(Trinta) pessoas encapuzadas chegaram efetuando disparos de armas de fogo contra os proprietários da área e três funcionários, quando as vítimas estavam em frente à porteira da fazenda. Um dos funcionários foi atingido no ombro pelos disparos e foi ferido gravemente, dessa forma teve que se esconder na mata por dois dias, até ser resgatado em estado grave por policiais que faziam busca na região. As demais vítimas conseguiram fugir e chegar à zona urbana de Chupinguaia, sendo então socorridas.

Fartos elementos obtidos em Inquérito Policial, apontaram que UDO WHALBRINK, conhecido como “PATRÃO”, foi responsável por diretamente comandar e dar suporte a essas ações criminosas.

Da mesma forma, fortes elementos nos autos comprovam que o vereador ROBERTO FERREIRA PINTO teve intenso poder de comando e fomentação dessas invasões criminosas.

Outro investigado, apontado como importante “líder” do braço armado da quadrilha se trata de PEDRO ARRIGO, vulgo “XERIFE”, já investigado em pelo menos dois inquéritos por ter disparado armas de fogo em invasões, bem como, tido como peça-chave no comando armado dessas invasões ilegais.

Ainda assim, nessa operação, foi preso no 28/02/2012 DIORANDE DIAS MONTALVÃO, apontado como um dos líderes da invasão armada na fazenda “dois pingüins”, da família “Caramello”, sendo inclusive constatado que outros parentes do preventivado DIORANDE teriam vindo de São Paulo para participar de invasões de terra em Chupinguaia. Esse investigado, ao ser questionado sobre o motivo da invasão armada, já que havia inclusive decisão judicial transitada em julgado proibindo nova ocupação, chegou a afirmar aos Delegados que teriam praticado tais invasões por “teimosia e ambição”, já que estariam “precisando da área”.

Essas invasões armadas ocorreram tal como foi presenciado no dia 20/02/2012, na fazenda “dois pingüins”, ao total arrepio de decisões judiciais de reintegração de posse concedidas pelo Judiciário, decisões essas desrespeitadas de forma violenta por essa quadrilha, em total afronta às instituições democráticas.

Com a operação GAIA I, onde se obteve fartos elementos probatórios contra os investigados, a Polícia Civil de Vilhena, restabeleceu a ordem jurídica e desarticulou um braço armado paralelo ao Estado que, ao arrepio das nossas leis e instituições democráticas, tentou burlar de forma violenta o direito à posse e propriedade, através de atos criminosos que apontam para o cárcere privado, formação de quadrilha armada, lesões corporais graves, esbulho possessório e desobediência à ordem judicial.

[tab title=”Rondônia em pauta”]Autor: Hernán Lagos[/tab]
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