Professores municipais querem capacitação de portariados e professores estaduais querem melhores salários

2013-04-23T11:51:43+00:0023 abril, 2013|
Professores da rede municipal se reuniram na sede do SINDSUL

Professores da rede municipal se reuniram na sede do SINDSUL

[pullquote]”Há muitos portariados que não fazem nada nas escolas, vão para ficar sentados”, bradaram os docentes da rede municipal.[/pullquote]

[dropcap]M[/dropcap]ais de 220 professores da rede municipal se reuniram na manhã desta terça-feira, 23, na sede do Sindsul localizada na Rua Deofé Antônio Geremias (Rua 651) no Bairro Jardim América, próximo ao Hospital Regional.

Gislaine Brizola

Gislaine Brizola

“Há perda de qualidade, de nível, só colocar os alunos da sala de aula não é inclusão, temos que ter gente que nos auxilie porque sozinhos não vamos conseguir fazer com que a criança interaja, isso é deixar tudo nas costas do professor, é um capítulo aparte. Queremos melhores condições de trabalho, número de alunos diminuídos em sala de aula, melhores salários, capacitação que inclui não colocar pessoas não qualificadas em sala de aula como os portariados, os que não são efetivos”, explicou Gislaine Brizola que faz parte da comissão organizadora da paralisação dos professores da rede municipal.

Após a reunião um Pit Stop foi realizado no semáforo do cruzamento da Av. Major Amarante com Marques Henrique

Após a reunião um Pit Stop foi realizado no semáforo do cruzamento da Av. Major Amarante com Marques Henrique

Margarida Plakitken

Margarida Plakitken

“É uma pauta de 15 itens par todos os servidores, mas como a pauta é nacional estamos com três itens. A prestação de contas do Fundeb de 2012, reposição salarial e a readequação e revisão do Plano de Carreiras, que desde 2010 quando foi sancionada, nunca mais foi adequada, a administração tenta mudar aos poucos, mas não queremos isso. Os salários dos servidores efetivos ficam defasados, enquanto dos portariados que não prestam concurso são bem mais altos do que os funcionários efetivos. Sem contar que eles não têm capacitação” , declarou Margarida Plakitken, presidente do SINDSUL.

Sede do Sintero

Sede do Sintero

Já mais de 200 professores da rede estadual se reuniram compareceram na sede do Sintero de Vilhena, localizado na esquina da Av. Capitão Castro com a Rua Gonçalves Dias no 5ºBEC.

Os três dias de greve a nível nacional pedem o piso salarial, a profissionalização dos funcionários da escola. Foi levada a pauta para o Estado protocolando as reivindicações da educação ainda no mês de dezembro de 2012, porém até hoje não há uma resposta do Governo de como vai ser o percentual de reposição. Não está sendo pedido um aumento, só a reposição salarial, devido a que a categoria tem perdas salariais e o Governo não disse de quanto foi essa perda. Também entrou em pauta os precatórios dos professores que antigamente ganham abaixo do salário mínimo.

“Os servidores não têm direito de tirar sua licença prêmio, passam 10 ou 15 anos e o professor não tira porque o Governo diz que não tem como colocar outro professor no lugar. Estamos pedindo em pecúnia, no ano passado o governador liberou R$800 mil, mas agora esgotou e não há mais recursos para pagar essas licenças e pecúnia”, explicou Francisca Diniz, diretora regional do Cone Sul do Sintero.

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[tab title=”Rondônia em pauta”]Autor e fotos: Hernán Lagos[/tab]
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Um comentario

  1. […] Desde o início do ano o Sintero vem tentando negociar com o governo o atendimento da pauta que contém, entre outras reivindicações, a reposição de perdas salariais, o cumprimento da lei do Plano de Carreira e a retomada do pagamento da Licença Prêmio em pecúnia, além da regulamentação da Lei estadual dos precatórios. No dia 23 de abril foi realizada uma paralisação de três dias a nível nacional. […]

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