62 animais silvestres foram retirados da cidade e devolvidos à Natureza últimos sete meses em Vilhena

Nesta segunda-feira, uma jiboia de mais de dois metros de comprimento foi capturada e devolvida à Natureza pela equipe de especialistas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). A ação faz parte do controle de fauna local, que procura evitar a aproximação dos animais silvestres da zona urbana. Encontrada na avenida 1° de Maio, próximo ao rio Pires de Sá, a cobra é o 62° animal resgatado e reinserido em seu habitat natural pela Prefeitura nos últimos sete meses. Devido à grande quantidade de encontros como esse, a Semma fez alerta aos ribeirinhos contendo cuidados necessários.

“Ameaça de mão dupla, os animais silvestres que vêm para a cidade representam perigo para moradores e para si próprios. Esse conflito silencioso do dia-a-dia próprio de uma mancha urbana que cresce constantemente, acaba colocando em risco o equilíbrio do ecossistema local, já que os moradores nem sempre estão preparados para lidar com estes encontros e quem sai perdendo, na maioria das vezes, são os animais”, conta Marcela Almeida, secretária municipal de Meio Ambiente.

Próximo ao rio Pires de Sá, nas imediações da avenida 1° de Maio, vários casos de aparecimento de animais silvestres foram relatados nos últimos meses. A Semma lembra que através de sua ação coordenada com a Polícia Militar Ambiental, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental e o Corpo de Bombeiros, as equipes atendem os chamados dos moradores assim que contatados. Apenas nos últimos sete meses foram capturados e soltos na natureza 62 animais das mais variadas espécies. A maioria, entretanto, pertence às famílias das serpentes.

“A falta de alimento em seu habitat é, sem dúvida, o fator que mais atrai animais para próximo das casas, pois ali o alimento é abundante” diz Thiago Baldine, assessor da Semma, que completa lembrando que “a população muitas vezes têm medo ou não sabe como agir com esses animais, que acabam se sentindo acuados e ameaçados e então atacam na tentativa de se defender. É importante que a população, ao ver esse animais, já acione os órgãos responsáveis pela captura, em vez de matá-los, pois, além de crime ambiental é um risco desnecessário ao qual a pessoa se expõe”.

Hoje a jiboia de 2,20 metros, medida pelo Corpo de Bombeiros, foi solta pela Semma na zona rural, em um riacho, longe da cidade. Detecta as presas pela percepção do movimento e do calor e as surpreende em silêncio. Alimenta-se de pequenos mamíferos (principalmente ratos), aves e lagartos que mata envolvendo o corpo da presa e sufocando-a. A sua boca é muito dilatável e apresenta dentes serrilhados nas mandíbulas. A digestão é lenta, normalmente durando sete dias e podendo estender-se a algumas semanas, período durante o qual fica parada, num estado de torpor. Animal muito dócil, apesar de ter fama de perigoso; não é peçonhento (apesar de sua mordida ser dolorosa e poder causar infecção) e não consegue comer animais de grande porte, sendo inofensiva para eles.

DENÚNCIAS – Para denunciar o aparecimento de animais silvestres na zona urbana, basta entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou pelos números e horários abaixo.

Semma – 7h às 13h – 332-4084
Polícia Ambiental – das 7h30 às 13h30 -3321-2129
Corpo de Bombeiros – 24h – 193

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