O vereador Samir Ali (PSDB) recebeu, na última semana, em seu gabinete Paulo da empresa DoPé, que lhe apresentou um projeto de ressocialização de detentos onde os presos recebem curso para fabricação de bolas a baixo custo.

O projeto consiste na fabricação de bolas de alto padrão e costuradas a mão dentro do presídio, cada preso participante do projeto teria seus dias de pena reduzidos de acordo com a produção, assim como aconteceu na cidade de Guajará-Mirim.

Paulo conta que já trabalha com este projeto desde 2007, no qual foi o idealizador e já trabalhou com centenas de presos e a porcentagem de reintegrados à sociedade é muito maior do que em relação àqueles que apenas cumprem suas penas sem nenhum tipo de trabalho dentro do presídio.

Segundo Paulo, o centro de ressocialização do Cone Sul tem condições de produzir de duas a três mil bolas por mês, que poderiam ser utilizadas pela cidade com um custo muito inferior ao que hoje é pago para atender as escolas e secretaria de Esportes.

O trabalho de fabricação de bolas no presídio do Cone Sul recomeçou no último dia 21, contando com dez detentos participantes que já começaram a receber o treinamento e até o final de semana já irão entregar uma quantidade de bolas.

O trabalho feito pela Bolas do Pé consiste na ressocialização, segundo Paulo “Ressocializar é a palavra chave do nosso trabalho, o preso que confecciona um mínimo de 300 bolas consideradas nota 10, eu dou a carteira de artesão para ele, ele sai do presídio com uma profissão”.

Diante do trabalho e ressocialização e visando também uma economia nos gastos do município com material esportivo, o vereador Samir Ali se comprometeu a levar o projeto para a prefeita Rosani Donadon (PMDB) e ao secretário de Esportes Natal Pimenta Jacob, o “Natalzinho”, que já teve contato com a bola fabricada pelos detentos, pois o vereador doou uma das bolas para ser utilizada na final do torneio Ruralzão e teve uma grande aceitação dos jogadores.

O próprio secretário de Esportes disse aprovar a ideia, já que viu uma oportunidade de diminuir os gastos de sua secretária e poder usar esses valores para reinvestir no esporte.

Segundo o vereador é preciso investir nesse tipo de política, que beneficia tanto o detento que tem o benefício de sair dali com uma oportunidade, quanto à prefeitura que poderá economizar, “uma bola hoje comprada pela prefeitura não custa menos de 150 reais, as bolas fabricadas pelos detentos, além de uma ótima qualidade, ainda tem custo de compra pela prefeitura de apenas 70 reais”, disse o vereador.

DICOM – Câmara de Vilhena