Segundo Deam, foram 227 registros entre março e abril deste ano.

Os casos de violência doméstica aumentaram entre março e abril deste ano em comparação com o mesmo período de 2019, em Vilhena (RO). De acordo com a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), o isolamento, necessário para conter a pandemia do novo Coronavírus, tem contribuído para mais registros.

No mês passado, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um artigo afirmando que a “Violência contra as mulheres e meninas é pandemia invisível”. O documento ressalta que o confinamento em diversos países tem aumentado os casos de violência contra a mulher que, agora, passa mais tempo com o agressor.

Em Vilhena, a situação não é diferente. Segundo dados da Deam, entre março e abril deste ano foram registrados 227 casos de violência doméstica, que incluem: lesão corporal, ameaça, estupro, injúria e difamação, e dano. Já em 2019, foram 174, nesse mesmo período.

Os pedidos de medida protetiva também aumentaram entre março e abril; em 2019 foram 59 e 2020, 78. Além disso, os registros de prisões em flagrante mostram diferença entre os anos. Enquanto no ano passado aconteceram 24, este ano foram 32, entre os meses de março e abril.  

“O serviço da delegacia aumentou. O isolamento causa mais conflitos familiares que acaba, por muitas vezes, progredindo para agressões verbais e físicas. Também tem o aumento do consumo de álcool, que potencializa a violência.”, destaca a delegada Solângela Guimarães.

As pessoas que tomarem conhecimento sobre casos de violência doméstica ou sexual podem denunciar por meio do disque 180, disque 100, telefone da Deam, (69) 3322-5851 ou pelo telefone da Polícia Militar (PM), 190. O denunciante não precisa se identificar. A Deam está localizada na Avenida Paraná, 2141, Bairro Nova Esperança. O atendimento acontece das 7h30 às 13h30.

Já a Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) atende 24 horas e está localizada na Avenida Luís Maziero, na lateral da Avenida Jô Sato (BR-174), Bairro Jardim América. O telefone da unidade é (69) 3322-3001.

“As mulheres podem nos procurar para orientação, registro de ocorrência, pedido de medida protetiva. Quando o fato estiver acontecendo, podem ligar para a PM na hora, para ser lavrado auto de prisão em flagrante. A solução é denunciar qualquer tipo de violência. As mulheres devem pedir ajuda, antes que a violência culmine em feminicídio”, conclui a delegada.

Câmara de Vereadores de Vilhena
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Texto: Diretoria de Comunicação
Foto: Ilustração