Os principais produtos exportados de Rondônia são a carne, grãos e minérios que têm mercados já estabelecidos na Venezuela, Egito e Europa, além de outros como China e Peru que também apresentam relevante importância na balança comercial do Estado. Os números contribuem com o saldo positivo das transações internacionais da balança comercial brasileira registraram em abril deste ano um superávit de US$ 4,861 bilhões, o melhor resultado para o período desde o início da avaliação da série histórica, em 1989.

Empresários exportadores de produtos rondonienses buscam alternativas para escoar produção

Empresários exportadores de produtos rondonienses buscam alternativas para escoar produção

Nessa referência, a exportação alcançou a cifra de US$ 15,4 bi, com crescimento de 1,4% com relação ao mesmo período de 2015. Enquanto que as importações totalizaram US$ 10,513 bi. Os números foram divulgados essa semana pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Segundo o MDIC, o resultado positivo é fruto do aumento da base exportadora no país, que conta hoje com 20 mil empresas que buscam a ampliação do movimento exportador. Entre elas está a Mediterranean Shipping Company (MSC), uma empresa com frota estabelecida de 480 navios de container com capacidade de movimentação de cerca de 2,6 milhões TEU (medida padrão para medir container em navios).

Rui Lourenço, gerente da companhia na região Norte, esteve no Porto Público de Porto Velho para apresentar aos empresários de vários setores as estatísticas e investimentos realizados para operacionalização de cargas diversificadas, interligando a região amazônica ao restante do mundo. “Além da oferta de frete marítimo, dispomos ainda de serviços integrados de armazenagem e reboque. Fazemos mais de 200 rotas, atendendo mais de 315 portos, o que nos permite proporcionar um serviço global para empresários e investidores. A MSC tem o diferencial de gestão que permite acessar as áreas mais remotas do país e propicia às indústrias locais a movimentação de cargas, escoando seus produtos. De Manaus a Cuba são 18 dias apenas”, declarou o executivo.

O representante comercial do Frigorífico Frigon, Elias da Silva, expôs que atualmente o escoamento da planta de Rondônia é feita pelo Porto de Paranaguá (PR), mas considerou viável a possibilidade de alterar a rota e passar a transportar a carga pelo Porto Público. “A diminuição dos custos neste momento não seria uma prioridade, mas a redução do tempo sim, pois a carga tem prazo para ser entregue ao cliente. Os custos, com o tempo, reduzirão e automaticamente serão dissolvidos no produto exportado. Existe a possibilidade de implantarmos um projeto piloto por aqui”, ressaltou Elias.

Para o diretor e presidente da Sociedade dos Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (SOPH), Leudo Buriti, o potencial da região é gigantesco, assim como a estrutura disponível para atender embarque/desembarque de cargas diversificadas. “Nossa movimentação anual de cargas está em torno de 2,8 milhões de toneladas, 90% desse número é representado pelo embarque de grãos. Quando comparamos esse número com outros portos como o de Cabedelo (PB), que movimentou 1,2 milhões de toneladas em 2015, percebemos que estamos concorrendo com eficiência, uma vez ainda que dispomos de um posto alfandegado dentro do Porto Público, para agilizar o trâmite aduaneiro do embarque de cargas. A presença do executivo é a constatação do potencial do Estado, para fomentar a economia local, gerando mais receita para Rondônia. É medida que se impõe um entendimento em conjunto com todos os órgãos federais para que essa operacionalização seja cada vez mais otimizada, sob pena do Porto Público e do Estado perderem estes investimentos da iniciativa privada”, finalizou Leudo.


Fonte
Texto: Rafaela Schuindt
Fotos: Rafaela Schuindt
Secom – Governo de Rondônia