Empresária mineira é acusada de intermediar venda de bebê para advogada rondoniense

2013-09-14T11:03:00+00:0014 setembro, 2013|

A suspeita do delegado é a de que Selena more em Porto Velho (RO), já que as cópias de documentos apresentados pela mãe biológica do bebê Janaína Resende Carvalho, 24, ao dar entrada no hospital continham selo de um cartório dessa cidade

policila[dropcap]A[/dropcap] advogada Selena Castiel Gualberto, apontada pela investigação da Polícia Civil de Minas Gerais como a pessoa que iria ficar com uma criança que nasceu em uma maternidade na cidade de Betim, região da grande Belo Horizonte, está sendo procurada pela polícia. A suspeita do delegado é a de que Selena more em Porto Velho (RO), já que as cópias de documentos apresentados pela mãe biológica do bebê Janaína Resende Carvalho, 24, ao dar entrada no hospital continham selo de um cartório dessa cidade. A papelada falsa foi providenciada por Eliane para que Janaína conseguisse a Declaração de Nascido Vivo (DNV) emitida pelo hospital, que comprova o sucesso do parto. A polícia ainda não tem pistas do paradeiro de Selena, que seria casada.

Apuração. Barichello ainda informou que familiares de Eliane vão ser convocados para prestar depoimento no inquérito. Imagens do circuito interno de segurança do hospital também serão analisadas pelo policial. “Nosso objetivo é apurar se havia mais algum suspeito que ainda não identificamos intermediando a negociação no dia do crime”, afirmou o policial. Além disso, o delegado ainda não descartou a possibilidade de Eliane fazer parte de uma quadrilha especializada em tráfico de bebês.

Uma terceira pessoa passou a ser investigada pela Polícia Civil em Minas Gerais, por envolvimento com a executiva de vendas de uma empresa de turismo, Eliane Azzi, 37, presa na terça-feira em Betim, na região metropolitana da capital, após ter tentado intermediar a entrega de um bebê nascido no Hospital Regional. A página de Eliane no Facebook teve as conversas apagadas por uma outra pessoa, dessa quarta para quinta.

“Isso (ação na rede social) demonstra que tem alguém com a senha da suspeita agindo de má-fé, querendo atrapalhar as investigações”, analisou o delegado Tito Barichello, da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Betim, responsável pelas investigações.

Saiba mais
– Facebook.
 A página de Eliane Azzi, 37, na rede social continua no ar, mesmo com grande parte do conteúdo apagado.

– Dados. A suspeita informa no Facebook ser casada desde 31 de julho de 2011. Também expõe que já estudou no Instituto Metodista Izabela Hendrix e que se formou em gestão de pessoas no Centro Universitário Newton Paiva.

– Site. Janaína contou à polícia que conheceu Eliane por meio do site Quero Doar (http://querodoar.webnode. com.br/).

Fora do caso
Chamado. O Conselho Tutelar de Betim informou que não foi acionado para atender o caso, que já está com a Justiça. O menino permanece aos cuidados do Hospital Regional de Betim. Ele passa bem.

Juiz ordena que bebê vá para abrigo 

O filho de Janaína Carvalho, 24, um menino de 6 dias, deve ir para um abrigo em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, em breve. De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), ontem o juiz da Vara da Infância e da Juventude da cidade, Magid Nauef Láuar, determinou que a criança seja acolhida, ao dar parecer favorável ao pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que solicitou urgência a aplicação de medida protetiva para o bebê.

Porém, o órgão não informou quando a criança deixará os cuidados do hospital e irá para um abrigo, já que o processo corre em segredo de Justiça.

Mãe. Janaína deve ir ao juizado assinar um termo, deixando claro o seu desejo de entregar legalmente o filho para adoção. Segundo a assessoria do Hospital Regional de Betim, a mãe do recém-nascido teria dito que nunca sentiu que o filho fosse seu. Ela teve alta anteontem e desde então não viu mais o bebê, nascido domingo.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]As informações são do jornal O Tempo (MG)[/tab]
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Um comentario

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