Motoristas de ônibus da Usina de Santo Antônio decretam greve por tempo indeterminado a partir do dia 7

2013-11-04T10:04:19+00:0004 novembro, 2013|

20131103_103429-bEm assembléia geral realizada na manhã deste domingo (03) na sede do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (SINTTRAR), com a participação de aproximadamente duzentos trabalhadores, a categoria aprovou por unanimidade a decretação de greve por tempo indeterminado, a partir dia 07, dos motoristas e demais profissionais das empresas de ônibus que transportam os operários da Usina de Santo Antônio do Rio Madeira. Os trabalhadores aprovaram, também, redução na reivindicação que era de 15% mais um aumento no ticket visa vale de R$ 362,00 para R$ 500,00, decidida na assembléia anterior, para 13% linear nos salários e benefícios. As empresas ofereceram apenas 6% de reajuste.

Apesar de a primeira vista parecer que é um índice muito elevado, pois a inflação acumulada nos últimos 12 meses é de aproximadamente de 6%, a realidade dentro dos canteiros de obras das duas usinas é diferenciada; sendo que em maio deste ano Jirau e Santo Antônio concederam 11% de aumento nos salários e de 30% visa vale alimentação, que aumentou de R$ 270,00 para R$ 350,00; bem como em julho último as empresas de ônibus que transportam os operários da Usina de Jirau concederam 11% de reajuste nos salários e de 52% para o visa vale alimentação, que aumentou de R$ 230,00 para 350,00.

Mas o SINTTRAR informa que a principal bandeira da categoria é o piso de motorista de ônibus das empresas que atendem Santo Antônio, que atualmente é de R$ 1.232,00, e está extremamente defasado em relação aos profissionais que desempenham funções equivalentes dentro da Usina; sendo que o piso dos operários que desempenham a função de oficial (pedreiro, pintor, carpinteiro…) é de R$ 1.392,63. Os motoristas reivindicam que, pelo menos, o piso deles seja igual ao de oficial dentro da Usina, o que corresponde exatamente a 13% de reajuste. Além disso, esse percentual de 13% foi sugerido pela mediação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), que avaliou justamente este contexto diferenciado para apresentar esta proposta, tentando um atendimento.

Na assembléia, coordenada pelo presidente do SINTTRAR, Antônio Carlos da Silva, e com o apoio do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Itamar Ferreira, foram descartadas outras duas propostas em discussão, uma da própria categoria de 15% mais R$ 480,00 de visa vale e outra da mediação da SRTE de 12% mais R$ 500,00 de visa vale; a opção aprovada foi de 13% porque corresponde ao piso de oficial nas Usinas. Nesta segunda-feira (04) o SINTTRAR estará notificando as empresas, autoridades e usuários de que a greve por tempo indeterminado terá início a partir da próxima quinta-feira (07). “A postura das empresas durante dois meses de negociação foi um verdadeiro descaso com os trabalhadores, oferecendo apenas um índice ridículo de 6%, fora da realidade das Usinas”, protestou Da Silva.

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