Emissoras de televisão internacionais percorrem as rodovias do estado vasculhando focos de incêndio e demonstrando o caso na floresta


O mundo procura Rondônia como ponto de partida para denunciar as queimadas na Amazônia

No decorrer do mês de agosto, Rondônia foi o porto receptivo para emissoras internacionais cujos repórteres integrantes das redações estrangeiras conceberam como ponto de partida a fim de mostrar ao Planeta Terra o caos na Amazônia ocasionado pelas queimadas.

Quando não recebe, a região exporta seus próprios representantes para descrever ao mundo, de maneira bastante didática, como as autoridades brasileiras têm se portado diante da questão.

Em Paris, por exemplo, o cacique Almir Narayamoga, da etnia Paiter Suruí, “foi convidado para participar do importante evento do Medef, que acontece todos os anos, antes que os incêndios da Amazônia ocupassem as primeiras páginas dos jornais e preocupassem o mundo”, conforme reportou a Rádio França Internacional (RFI).

Almir Suruí disse que não confia no presidente da República Jair Bolsonaro (PSL). O cacique relembrou que o liberal, desde a campanha de 2018, tem se manifestado do sentido de que “a floresta derrubada é a melhor forma de desenvolver o Brasil”.

“Eu não acho que ele tenha a responsabilidade de cumprir a proposta do G7 se ele aceitar este apoio. É muito vago para mim. Até por que ele acabou com todo o espaço da representação da sociedade civil dentro do ministério do Meio Ambiente e outras instâncias implementadas com responsabilidade social e política”, pontuou.

Aqui

Já em Rondônia, só para citar alguns exemplos, as emissoras Sky News, do Reino Unido, teleSUR, estatal da Venezuela, e TV France, de Paris, encontraram em Luciana Oliveira, jornalista regional, um meio de averiguar locais onde o fogaréu toma conta da floresta.

Órgãos de comunicação Brasil agora também estão aqui para fazer reportagens a respeito do assunto.

Com as reportagens já veiculadas nos países mencionados, distribuídas pela Internet para quem quiser assistir ou ouvir, a procura de profissionais por Luciana aumentou. O último contato foi realizado pelo jornalista Daniel Nassar, da Canadian Broadcasting Corporation (CBC).

Censura

Há, entre a maioria desses jornalistas, um grande muro de contenção na hora de colher e expor dados a seus respectivos públicos.

Os profissionais têm dificuldades na hora de marcar entrevistas ou mesmo solicitar informações tanto dos representantes e órgãos do Estado de Rondônia quanto os ligados a instituições federais.

Trabalho

Embora haja o trabalho incessante dos bombeiros civis e a também tenha sido decretada a intervenção do Exército para combater as queimadas, novos focos de incêndio surgindo e chamando a atenção da comunidade internacional.

Por Rondoniadinamica