Jesuíno Boabaid disse que a confusão começou com a retirada de celulares

Parlamentar explica rebeli_o no presídio Urso Branco-20Out15-Foto Ana Célia-Decom-ALE-RO (1)
Durante reunião no Plenarinho na manhã desta terça-feira (20), o presidente da Comissão de Segurança Pública (CSP) da Assembleia Legislativa, Jesuíno Boabaid (PTdoB) explicou as razões da rebelião no presídio Urso Branco, em Porto Velho. Ele disse que a insatisfação começou porque o diretor agiu com mais rigor e decidiu retirar celulares dos visitantes.

Segundo Jesuíno, depois disso os familiares se revoltaram e os apenados decidiram se rebelar. “Parece que agora os presidiários é que estão ditando as regras”, acrescentou.

Ainda de acordo com Jesuíno, está havendo melhorias nos presídios e hoje os apenados têm diversos benefícios, como “motel”.

“Já tem televisão, só está faltando ar condicionado. Parece que o poder está nas mãos desses criminosos. Agora, só porque o diretor agiu certo, os apenados exigiram a saída dele”, acrescentou o parlamentar.

Jesuíno Boabaid afirmou ser contra atirar em presos, mas acrescentou que as fugas devem ser impedidas e o governo não deve permitir que eles mandem nas penitenciárias.

“Não sou contra os direitos humanos. Sou até vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos (da Assembleia Legislativa), mas não devemos proteger vagabundos, e sim as pessoas de bem”, detalhou o parlamentar.

O deputado Cleiton Roque (PSB) disse concordar com o posicionamento de Jesuíno, explicando que em Pimenta Bueno existem 300 presos, sendo que grande parte poderia estar nas ruas, cumprindo penas alternativas.

“Há alguns dias estive na ala feminina e vi duas senhoras que estavam há mais de um ano esperando o andamento do processo. Elas estavam lá porque tinham furtado roupa de varal”, disse Cleiton Roque.

Mas em se tratando de privilégios, o deputado disse não concordar em atender apenados. “Se o diretor estava verificando celular, tinha toda razão. Nos grandes centros ordens de chacinas já foram dadas de dentro de presídios, através de celular”, acrescentou.

O deputado Dr. Neidson (PTdoB) citou que em Guajará-Mirim os socioeducadores estão em uma situação difícil, porque o presídio foi fechado. “Agora eles estão sendo mandados para Nova Mamoré, para prestar serviços”, destacou.

Jesuíno Boabaid afirmou ser preciso arrumar ocupação para os apenados, trabalhando. “É necessário ressocializar o detento. Há muitos que foram levados ao crime e que após pagar a pena voltam ao seio da sociedade”, frisou.

Dr. Neidson pediu que o secretário de Justiça, Marcos Rocha, deveria ser convidado para prestar esclarecimentos dessa situação no próximo dia 3, as 8h30. A solicitação foi aprovada.

 

Assessoria