Conforme o Dnit, local foi inaugurado em 1985 e desativado em 2014 após decisão judicial trabalhista. Fiscalizações são feitas com duas balanças móveis em dois pontos do estado.

Posto segue sem funcionar há 4 anos em Ouro Preto do Oeste.  — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Posto segue sem funcionar há 4 anos em Ouro Preto do Oeste. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Há quatro anos, a única balança de pesagem de veículos em rodovias federais de Rondônia, que fica em Ouro Preto do Oeste (RO), município a pouco mais de 330 quilômetros de Porto Velho, não funciona.

Conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), o posto para o serviço foi inaugurado em 1985 e desativado em 2014, após uma decisão judicial trabalhista.

O estado conta com seis rodovias federais, o que corresponde a mais de dois mil quilômetros de estradas. Com o posto de pesagem de portas abertas, mais de mil caminhões eram atendidos diariamente. Caso algum veículo trafegasse com o peso além do permitido, era multado.

Segundo levantamento feito pelo Dnit, atualmente, pelo menos 1,5 mil caminhões passam diariamente pela balança desativada. Com a falta de fiscalização e, consequentemente, o prédio abandonado, vândalos destruíram as vidraças, pincharam as paredes e amassaram barras de ferro.

Local possui marcas de abandono e serve atualmente como ponto de uso de drogas, segundo moradores.  — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Local possui marcas de abandono e serve atualmente como ponto de uso de drogas, segundo moradores. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Os moradores que vivem próximos à balança destacaram ao G1 que, devido ao matagal que se formou, usuários de drogas e criminosos se escondem por lá.

Em frente, há apenas sinalizações indicando os locais de pesagem. Já os condutores de caminhões e carretas passam direto. Atualmente, o Dnit segue realizando fiscalizações através de duas balanças móveis em Ji-Paraná e Pimenta Bueno. “Estamos pesando em média 70 caminhões e 10 fazendo autuações diariamente”, destacou diretor interino do Dnit, Sebastião Carlos.

O diretor também destacou que a circulação de cargas acima do peso máximo permitido pode danificar as vias e colocar em risco a vida de motoristas e pedestres.

“O veículo com excesso de peso vai causar a danificação da capa asfáltica. Isso acaba sendo um risco à segurança de todo mundo que está transitando pela via, já que o excesso de peso vai aumentar a distância que o veículo consegue parar e isso dificulta a dirigibilidade”, contou Sebastião.

Para os caminhoneiros, uma das maiores dificuldades ao passarem pelas rodovias federais de Rondônia é a quantidade elevada de buracos na pista.

“Tem muitos buracos na rodovia. Nós temos que redobrar os cuidados para evitarmos acidentes, eles arrumam e em no máximo três meses, os buracos estão abertos de novo. Eu ando sempre dentro do limite de peso que a lei permite. Não são os caminhoneiros que andam acima do peso, mas sim a qualidade do asfalto que é muito ruim”, destacou o caminhoneiro Leonardo Luiz Estefanelo.

Dnit fiscaliza veículos em dois pontos do estado.  — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Dnit fiscaliza veículos em dois pontos do estado. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Já para o também caminhoneiro Gilmar Dornelis, as condições das rodovias vem provocando atrasos na entrega das mercadorias, por exemplo.

“Isso atrapalha muito nosso trabalho. Os buracos acabam danificando nossos caminhões e nos deixando na mão muitas vezes. Em minhas viagens, sempre ando dentro do limite do peso para não prejudicar ainda mais a rodovia”, contou.

Ao G1, o Dnit ainda disse que o posto de pesagem de Ouro Preto do Oeste foi fechado após uma decisão trabalhista, mas que, nos próximos dias, estará realizando uma reforma para que a balança volte a funcionar.

Ainda segundo o órgão, 70 postos de pesagens em rodovias federais no Brasil foram fechados.

G1 – RO