Estado é o 12o em investimentos em Saúde; ampliação da oferta em alta complexidade é confirmada.

susEm meio a uma crise que atinge grande parte dos estados brasileiros, Rondônia aparece em segundo lugar em oferta de leitos, através do Sistema Único de Saúde (SUS), com índice de 1,83 – para cada 800 habitantes -, empatado com o Rio Grande do Sul e atrás apena do estado do Piauí.

Esta situação só foi possível devido ao programa de recuperação e humanização do setor implantado pelo atual governo. Os números comprovam, também, que o planejamento do governo, através da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) vem dando certo e o Estado saiu da condição de “lanterna” em qualidade de Saúde para ocupar posições importantes, à frente de estados com maior arrecadação e tradição em medicina pública, afirma o secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel.

Dados do estudo realizado e publicado pelo Conselho Federal de Medicina – CFM, apontam, também, Rondônia como o 12o estado em investimento em Saúde no Brasil. De acordo com o levantamento feito pelo CFM, Rondônia está à frente de Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Piauí, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pará, Maranhão e Alagoas.

Os resultados têm como base critérios como: investimentos por ano, investimentos mês, investimentos ao dia, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), oferta de leitos através do Sistema Único de Saúde (SUS), considerando um leito para cada 800 habitantes, de acordo com metodologia de avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com Williames Pimentel, o salto de qualidade que o setor de Saúde obteve nos últimos três anos é comprovado com a ampliação de oferta de leitos de enfermaria e UTI no Hospital de Base (HB) – referência em Rondônia no tratamento de alta complexidade no Estado, inauguração da policlínica Oswaldo Cruz, com mais de mil atendimentos por dia.

Além disso, explica Pimentel, a ampliação com investimentos de mais de R$ 40 milhões no tratamento de câncer com duas cidades polos – Porto Velho, com a unidade “Barretinho” e Cacoal, com o Hospital Daniel Combone, ajudaram para que o Estado obtivesse um resultado tão expressivo.

Ele cita ainda como referência a entrega do Centro de Diálise de Ariquemes, cursos de formação e reciclagem para servidores da Saúde, em especial médicos, enfermeiros e pessoal técnico, entre outros investimentos que asseguram uma melhoria significativa no setor.

O estudo do CFM avalia como pequeno o investimento feito pelo governo federal. Ele aponta um gasto de R$ 3,05 ao dia em saúde. Ao todo, o gasto per capita em saúde em 2013 foi de R$ 1.098,75. O valor, segundo análise do Conselho Federal de Medicina (CFM), está abaixo dos parâmetros internacionais e representa apenas metade do que gastaram os beneficiários de planos de saúde do Brasil no mesmo período. Mesmo em panorama nacional desfavorável, Rondônia mostra que vem fazendo o dever de casa e aparece bem nos números.

MAIS R$ 100 BILHÕES PARA SAÚDE

Rondônia entrou, definitivamente, na luta pela ampliação do orçamento geral da Saúde em mais R$ 100 bilhões – que serão divididos entre os estados nos repasses feitos pelo governo federal através do Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos viriam do projeto Saúde+10, que tramita no Congresso Nacional.

A defesa foi feita recentemente pelo secretário Williames Pimentel durante discurso na tribuna da Câmara dos Deputados. Ele teve o tempo cedido pela deputada federal Marinha Raupp (PMDB), uma das parlamentares mais atuantes em defesa da melhoria e ampliação do setor de Saúde pública no Brasil, em especial o Estado de Rondônia, sua base de atuação política.

De acordo com o secretário, trata-se de uma luta árdua de parlamentares e governadores para que o governo federal reconheça a necessidade de ampliar, em pelo menos 10%, o orçamento geral da Saúde.

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