TRIP cancela voos de Vilhena a Porto Velho

2013-08-05T15:52:20+00:0005 agosto, 2013|

Governo Confúcio Moura cancelou a desoneração fiscal na compra de combustível, que era concedida à Trip. Nesta noite o avião ficou em Vilhena e só saiu rumo a Cuiabá.

trip[dropcap]O[/dropcap]s voos intermunicipais da TRIP foram cancelados em Rondônia. O avião saiu de Vilhena na madrugada desta segunda-feira (5) às 4h30 rumo a Cuiabá, só volta às 14h30 para Vilhena e volta para a capital do Mato Grosso, finalmente o avião retorna para Vilhena às 22h30. Era às 22h30 que o voo saía para Porto Velho, porém agora o avião repousará no município para voltar novamente para Cuiaba às 4h30 do dia seguinte.

A Trip Linhas Aéreas anunciou e a presidente da Associação Brasileira de Agência de Viagem em Rondônia (ABAV), Ana Paula Pellegrini, confirmou. A partir do dia 5 de agosto, a empresa deixará de operar a linha intermunicipal no Estado, com conexões em Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena. Com isso, o passageiro de Porto Velho que quiser viajar até Ji- Paraná terá que seguir antes para Cuiabá e de lá retornar até o interior do Estado, alongando uma viagem que duraria em torno de uma hora para quatro ou cinco horas. Ao mesmo tempo, a Trip informou à ABAV que está disponibilizando mais um voo entre Manaus e Porto Velho e outro, aos domingos, entre Porto Velho e Vilhena.

A decisão da empresa de não mais operar a linha intermunicipal passa por duas questões, considera Pellegrini: uma é a desoneração fiscal na compra de combustível, que era concedida pelo governo estadual à Trip, cujo prazo expirou. A outra é a alegação das empresas aéreas de que as linhas de Rondônia são deficitárias. De acordo com a ABAV, a lotação dos aviões no Estado supera os 90%. A discrepância reflete a decisão tomada pelos consórcios construtores das usinas do Madeira, que compram as passagens para os trabalhadores em agências fora de Rondônia. Por força de acordo trabalhista, de três em três meses, eles têm direito a uma viagem ao estado de origem.

 Governo tentou sensibilizar empresas

 O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Social, Émerson Castro, informa que recentemente foi realizada uma reunião com representantes dos consórcios construtores, para tentar sensibilizá-los a não adquirir as passagens dos funcionários em agências de outros estados e o governo ainda aguarda uma posição das mesmas. “Por lei, as empresas estão livres para fazer suas compras onde bem entenderem, já que são empreendimentos particulares, embora sejam financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDS). O governo não pode obrigá-los a fazer diferente”, explica.

 Incentivos fiscais suspensos

 O fato de o governo do Estado não ter renovado os incentivos fiscais que concedia à Trip para a compra de combustível é outro aspecto do impasse. Como qualquer outro empreendimento, a tendência é de que a empresa deixe de cumprir a contrapartida em troca do benefício, que era o atendimento às cidades do interior. A assessoria da Superintendência de Turismo de Rondônia informa que entrou em contato com as construtoras para conversar sobre o retorno de passagens em agências de Rondônia. “Somos parceiros da ABAV e estamos ao lado das agências, que estão sendo seriamente prejudicadas”, afirma a assessoria.

 ICMS das passagens beneficia estados

 De acordo com a presidente da ABAV, a construção das hidrelétricas incrementou em cerca de 30% a procura por passagens aéreas em Rondônia. No início das obras, os funcionários ficavam encarregados de comprar os próprios bilhetes, o que era feito nas agências de viagem locais, e posteriormente foi mudada. A compra de um número grande de passagens, como é o caso, prejudica os usuários de viagens aéreas de Rondônia de diversas formas. “Embora os voos saiam lotados de Rondônia, as empresas aéreas alegam prejuízos, já que as emissões são feitas em outros estados, e usam este argumento para deixar de operar nas cidades rondonienses. Por outro lado, a cobrança do ICMS deixa de ser feita aqui”, explica Ana Paula Pellegrini.

 A falta de vagas nos voos que partem de Rondônia provoca grandes transtornos para os usuários. “Recentemente, o governador Confúcio Moura passou por dificuldades para viajar por falta de lugar nos aviões. Se acontece com ele, imagine com os outros”, compara o secretário Émerson Castro. A pressão pelas vagas também obriga à compra de passagens mais caras. “Já tive que pagar R$ 2.800 para is a São Paulo, quando poderia pagar R$ 400, por causa da grande procura, que acaba encarecendo os voos”, exemplifica.

 Ana Paula Pellegrini aconselha os usuários a programar as viagens com antecedência para não arcar com prejuízos, devido à grande procura por passagens e a redução do número de linhas. “A TAM deixou de operar uma linha há sete meses no Estado e até agora não se manifestou sobre retorno”, diz. Ela considera que a bancada de Rondônia no Congresso Nacional poderia garantir um maior número de linhas aéreas no Estado, por meio da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). “A operação das empresas nos aeroportos é feita por meio de uma concessão pública, o que pressupõe que a comunidade deve ser bem atendida”.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Por Hernán Lagos[/tab]
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Um comentario

  1. […] últimos dias os vilhenenses foram surpreendidos com a notícia de que a única companhia de linha área que atendia o município de Vilhena e automaticamente todo Cone su…. Diante desse impasse que atingiria os usuários, o prefeito Zé Rover, sensibilizado com a […]

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