A mulher então procurou o Poder Judiciário que determinou que a cooperativa autorize a realização da cirurgia, pagando os honorários do médico e assistentes, bem como fornecendo todo o material necessário, inclusive emitindo autorização de internação

unimed[dropcap]U[/dropcap]ma mulher que alegou ter mais de três décadas de contrato com a Unimed Rondônia teve que acionar a Justiça para que a cooperativa autorize e custeie procedimentos referentes a uma cirurgia de câncer de mama.

Ela disse que está acometida com metástase óssea secundária, resultado de um câncer de mama, estando submetida a tratamento médico desde 2010.

Narrou ainda que está em Manaus, capital do Amazonas, para poder usufruir do suporte de seus familiares que moram na cidade. Mas informou que na região não há médico especializado conveniado com a Unimed, embora exista o hospital da cooperativa.

Destacou que o médico que a está acompanhando solicitou realização de serviços de cirurgia para remoção de tumor maligno cujo procedimento será realizado no próprio Hospital Unimed pelo valor de R$ 20.000,00, mas que a empresa não autorizou o serviço.

[pullquote]Asseverou, por fim, que seu estado de saúde é gravíssimo e que a Unimed sempre se nega a autorizar procedimentos quando a solicitação não é feita por médico conveniado.[/pullquote]

– Nesse sentido, muito embora os efeitos da revelia não serem absolutos, no caso em tela, diante da narração fática da autora e dos documentos juntados à inicial à qual indicam ser autora beneficiária de plano de saúde contratado com a ré de abrangência nacional e em plena vigência, há que se ter por incontroverso que a recusa na autorização da cirurgia e expedição das guias necessárias foi injusta e ilegítima, extraindo-se então, a falha na prestação dos serviços – destacou o juiz de Direito Jorge Luiz dos Santos Leal, da 1ª Vara Cível de Porto Velho, em trecho da decisão.

Como a empresa não se manifestou no processo, o magistrado relatou em seguida:

– A ré (Unimed) não apresentou qualquer motivo legítimo para negar o cumprimento de sua obrigação, cujo vínculo restou devidamente comprovado, não se desincumbindo do ônus que lhe cabe a teor do art. 333, inciso II, CPC, motivo pelo qual não vejo outra solução senão a total procedência dos pedidos – sacramentou o juiz.

Com a decisão, a cooperativa terá que autorizar a realização da cirurgia, pagando os honorários do médico e assistentes, bem como fornecendo todo o material necessário, inclusive emitindo autorização de internação.

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