Cruzada contra o cigarro nos presídios de Vilhena

2013-05-21T17:43:34+00:0016 maio, 2013|

Com a proibição do fumo nas unidades prisionais, os números indicam que os atendimentos nas enfermagens dos presídios caíram em até 70%

Juraci Duarte, Gerente Regional da Sejus/Cone Sul, diz que a saúde do apenado e do servidor público melhorou sensivelmente com a medida anti-fumo adotado nos presídios de Vilhena

Juraci Duarte, Gerente Regional da Sejus/Cone Sul, diz que a saúde do apenado e do servidor público melhorou sensivelmente com a medida anti-fumo adotado nos presídios de Vilhena

“Vilhena é a única cidade de Rondônia – talvez a única do Brasil – onde apenados não fumam, eles são proibidos de fumar”. A informação é do gerente Regional da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) no Cone Sul, Juraci Duarte. Trata-se de um projeto piloto cujos resultados preliminares indicam que a idéia deu certo,  uma vez que a população carcerária aderiu sem resistências ao programa e, o que é melhor, diminuiu em até 70% a frequência dos apenados às enfermarias do sistema prisional local.

Há nove meses em vigor, a medida – iniciativa da Gerência Regional da Sejus/Cone Sul – está sendo responsável também pela drástica redução no consumo de remédios por parte dos apenados. “Ninguém entra em nenhuma das quatro unidades do sistema em Vilhena portando cigarros. Nem parentes, nem funcionários, enfim, ninguém”, declarou Duarte. “O reflexo na melhora da saúde de apenados e funcionários é visível”.

Duarte conta que não houve problemas com os apenados quando a iniciativa foi implantada. “Temos apenados viciados em maconha, crack, cocaína e outras drogas. Quando eles entram no sistema, não podem consumir essas drogas e nem por isso morrem. É a mesma coisa  com o tabaco”. Além disso, a Sejus/Cone Sul se vale da lei que proíbe o fumo em órgãos públicos. “Os presídios também são órgãos públicos”, diz Duarte.

Há casos de apenados que sofrem crises de abstinência e, para esses, o sistema penitenciário se vale dos serviços do CAPS – Centro de Atenção Psicossocial – do município. O órgão presta assistência física, psicológica e assiste também a casos de dependência química e crises de abstinência.

“O resultado está sendo altamente positivo”, avalia Duarte. “A qualidade de vida tanto do apenado quanto do servidor público melhorou muito”. Em locais fechados, como é o caso de um presídio, o fumo atinge não só o fumante mas, sobretudo, o fumante passivo. Doenças pulmonares eram comum nas enfermarias do sistema. Os números caíram drasticamente. Trata-se de um programa bastante apropriado para ser copiado pelas demais unidades prisionais do Estado.

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[tab title=”Rondônia em Pauta”]Da Redação[/tab]
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3 comentarios

  1. Girlene 20 maio, 2013 at 6:18 pm

    Parabéns Duarte Fico feliz por Rondônia ter um presídio que não entra cigarro, deveria realmente todos os presídios acompanhar o exemplo de Vilhena.

  2. Flavio 8 junho, 2013 at 2:23 pm

    Tive a felicidade de realizar um curso de intervenções tátias com Duarte. Excelente idéia, sem contar que sem cigarro não tem necessidade de ter isqueiros ou fósforos dentro da cadeia, evitando assim que presos de alta periculosidade queimem colchões, agentes penitenciários ou queimem a eles próprios

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