Nos últimos dias, 22 casos da doença foram notificados. Região recebe mutirão de combate.

Fêmea do Aedes aegypti é responsável pela transmissão da febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus — Foto: Pixabay/Divulgação
Fêmea do Aedes aegypti é responsável pela transmissão da febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus — Foto: Pixabay/Divulgação

Durante quatro dias, o distrito de Jaci Paraná, distante a quase 90 quilômetros do perímetro urbano de Porto Velho, recebe um mutirão de combate à dengue. Nos últimos dias, dos 22 casos da doença notificados, 10 foram confirmados.

“Detectou-se que aqui em Jaci Paraná teve um pequeno surto de dengue. Então a gente já veio para cá fazer essas ações para que não ocorra uma epidemia”, disse Maria Antônia Brasil, gestora do Núcleo Dengue de Porto Velho.

Após o surto de dengue, o mutirão deve continuar até o próximo sábado (14) na região. Pelo menos 20 agentes de saúde devem atuar com o trabalho de orientação e prevenção em cerca de quatro mil residências.

No período de inverno amazônico, a melhor forma de combater o mosquito Aedes aegypti é eliminando criadouros.

Servidores das secretarias municipais de saúde, serviços básicos e de obras participam do mutirão em combate ao mosquito. De acordo com a Agevisa, entre janeiro a novembro deste ano, foram registrados 555 casos de dengue, 66 de chikungunya e 52 de zika vírus no estado.

O Brasil registrou 1.439.471 casos de dengue até 24 de agosto deste ano, número que representa um aumento de sete vezes em relação ao verificado no mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Em índices percentuais, a variação foi de 599,5%.

Por Fábio Diniz, Rede Amazônica — Jaci Paraná