Especialistas alertam que o fato de algumas doenças terem sido eliminadas pode dar a falsa sensação de que não é preciso mais tomar vacina.

Um levantamento do Ministério da Saúde mostra que mais de quatro milhões de crianças e gestantes ainda não se vacinaram contra a gripe.

Aos seis anos, a Elisa Oliveira já aprendeu: “Tem um remédio dentro da agulha que vai para o nosso corpo. Previne doenças”, diz.

A jornalista Patrycia Oliveira exibe orgulhosa a caderneta da filha. “É um sentimento de missão cumprida, de saber que seu filho está seguro, que ele está protegido”, afirma.

Só que falta mais gente fazer o mesmo. Dados do Ministério da Saúde mostram que, desde 2011, vem caindo o número de crianças que tomam vacina. Especialistas alertam que o fato de algumas doenças terem sido eliminadas ou terem baixa ocorrência no país, como é o caso da poliomelite, pode dar a falsa sensação de que não é preciso mais tomar vacina.

“As pessoas não se vacinam, o vírus aproveita essa situação, de muitas gente que se torna suscetível de novo, volta a circular e volta provocando doenças graves em pessoas sem necessidade”, explica o infectologista Marcos Lago.

Sete das oito vacinas obrigatórias para crianças de até um ano estão com a cobertura abaixo da meta: sarampo, caxumba, rubéola e também pneumonia.

A hepatite A, por exemplo, tem um índice de 81% de crianças vacinadas. Em 2015, era de 97%. Apenas a BCG atingiu a meta em 2018.

A Catarina já tomou a vacina contra a gripe. Mas outras 3 milhões e 700 mil crianças e mais de 500 mil gestantes ainda não se protegeram.

“Ela tem uma irmãzinha, que vai fazer seis meses, vou trazer para vacinar. Acho importante, todo mundo tem que trazer para vacinar”, diz a fisioterapeuta Letícia Martins.

G1