image61% dos apenados têm entre 18 e 29 anos. Só em Vilhena há 431 presos. O Governo de Rondônia gasta R$3 mil com cada apenado e R$300,00 para cada estudante.

image[pullquote]”A segurança pública começa na educação das nossas crianças e não no investimento em infra-estrutura no sistema carcerário”, apontou Duarte.[/pullquote]

[dropcap]A[/dropcap] situação do sistema prisional foi discutida por representantes da sociedade vilhenense na manhã desta sexta-feira (11) numa sala da igreja Assembleia de Deus em frente ao Hospital Regional.

Juraci Duarte, diretor geral do presídio de segurança máxima “Centro de Ressocialização do Cone Sul” expôs através de gráficos e estatísticas a evolução da população carcerária em Vilhena. O Brasil foi processado pela Corte Internacional pelo Urso Branco em Porto Velho, daí as ações que se espelham no sistema prisional americano começaram a ser aplicados no município.

image“Vilhena mudou depois da construção do novo presídio. Há dois anos via-se nos noticiários rebeliões e fugas, hoje esse quadro mudou, mas queremos que a sociedade participe. Segurança pública começa desde a escola até o presídio é uma corrente, não adianta investir apenas em monitoramento, viaturas, etc. Nosso câncer é o sistema prisional e devemos dar tratamento, trabalho, capacitação, educação, evangelização, não há outro meio e nossa população de apenados cresce cada dia mais. Queremos fazer uma fazenda agrícola de 8 hectares para dar trabalho aos apenados, senão representam apenas gastos. Um exemplo são as redes esportivas e a fábrica de bolas de um ex-apenado, que tem sua empresa e tem parceria com o presídio”, informou Duarte.

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Empresários que usam mão-de-obra carcerária expuseram suas experiências. Um representante da Eduardo Pré-Moldados afirmou que economiza três funcionários por apenado contratado. “Um dos diferenciais é a inexistência de encargos sociais”, finalizou.

Por Hernán Lagos
Jornalista profissional