Catadores têm que pagar até a lavagem do maquinário do empresário

[pullquote]Vinte e sete famílias compõem a Associação dos Catadores do Cone Sul – ASCCOSUL, e tem como presidente Neli Soares Spohr. Todos eles estão há quase um mês sem trabalhar e com isso estão passando necessidades, muitos deles vivem de aluguel e estão na iminência de serem despejados.[/pullquote]

[dropcap]O[/dropcap] Aterro Sanitário de Vilhena foi inaugurado no dia 20 de julho de 2013 em um evento que teve a presença do Governador Confúcio Moura e prefeitos de cidades vizinhas. O aterro foi classificado como o primeiro de Rondônia construído para atender todas as exigências da legislação ambiental.  O aterro está a 25 quilômetros de Vilhena, na BR-435, próximo à PCH Marcol numa área de 500 hectares.

Tudo lindo, no evento foi anunciado que catadores de lixo de Vilhena passariam a ter carteira assinada, direitos trabalhistas garantidos e salário fixo.  Também foi construído um barracão para seleção do material, banheiros e refeitório.

Desde aquela glamorosa data até três meses atrás, Fausto Moura, proprietário do aterro, comprava o material coletado e pagava 60% do produto, com isso as famílias eram mais beneficiadas, mas tudo mudou há três meses quando Fausto disse que não ia ajudar mais e famílias chegaram até a chorar.

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Cerimônia de inauguração do Aterro Sanitário em Vilhena, Fausto Moura ao centro da foto (Semcom)

O calvário começou após a Prefeitura de Vilhena apresentar um convênio  à recém-criada Associação dos Catadores do Cone Sul, que foi constituída no dia 25 de junho de 2014. No convênio a Prefeitura se compromete a pagar por itens como alimentação, energia, combustíveis e lubrificantes, material de expediente, material de higiene, ferramentas, água, peças e manutenção de máquinas, aluguel de máquinas e equipamentos, equipamentos de segurança e proteção, manutenção e conservação de bens imóveis, serviços de limpeza e conservação, gás, manutenção e conservação de veículos, serviços de lava jato (is