Eles fecharam as portas alegando que deveria entrar pelo Pronto Socorro 

Elcio Machado

Elcio Machado

Elcio Machado, de 55 anos, morava na casa nº 6247 da Travessa 908 no bairro Nova Esperança em Vilhena. Por volta das 19h desta quinta-feira (7) chamou um mototaxi para ir até o Hospital Regional. Segundo o mototaxista Edilson Ferreira, conhecido como Mototaxi Zezinho, de 31 anos, ele estava normal e conversando.

Mototaxi Zezinho, no velório de Elcio

Mototaxi Zezinho, no velório de Elcio

Quando chegaram na porta de entrada do Hospital Regional Edilson notou que ele estava desesperado. “Vi que ele ficou meio desesperado e disse para ficar tranquilo. Ao chegar na porta do hospital, ele segurou na garupeira da moto e se agachou próximo ao escapamento se ajoelhando. A moto tinha acabado de quebrar o pezinho, não tinha onde escorar ela, então nem desci dela. No que ele se debruçou perto do escapamento. Avisei para ter cuidado para não se queimar, mas ele não respondeu. O povo começou a gritar e eu tentei empurrar, mas não teve jeito”, conta Zezinho.

“Os funcionários dos hospital demoraram aproximadamente 15 minutos para atendê-lo. Gritei para que o atendessem. É sério o cara não está bem. Ele estava gemendo ainda, o pessoal do hospital fechou a porta e disse que não podia entrar aqui dentro assim. Pelo amor de Deus o cara está aí passando mal. ‘Quando vem um paciente assim, você tem que entrar pela emergência, não pode vir aqui na frente’, me disseram. Estava tudo trancado lá. Ele estava bem, mas passou mal aqui na porta do hospital. Não veio nenhum funcionário do hospital ajudá-lo”, continuou Zezinho.

“Um homem que estava do lado de fora, que vinha de Comodoro, disse que ele não era daqui e não veio para ficar. ‘Ou vocês vão pegar o cara lá fora, ou eu vou fazer um piseiro aqui dentro’. Ele abriu a porta entrou, pegou uma cadeira de rodas, trouxe e o colocamos na cadeira para dentro, gemendo de dor. Voltei para buscar a esposa dele, quando cheguei no hospital já tinha morrido”, finalizou Zezinho.

Elcio já havia sofrido duas paradas cardíacas, esta foi a terceira e a última. O RONDÔNIA EM PAUTA deixa o espaço para que as autoridades da saúde se manifestem sobre o caso.

Por Hernán Lagos