A notícia já era esperada, apesar dos secretários municipais, estaduais e o ministro da educação, propalarem que a educação pública brasileira melhorou o resultado do ENEM 2012, demonstra que é exatamente o contrário, piorou. A educação é de longe, a área onde o setor público mais demonstra sua incompetência, cretinice, demagogia e vileza. Entre as atividades públicas é aquela que mantêm e colabora para o aumento do caos social existente, a educação poderia ser a redentora da nossa sociedade, como o fez em países como a Coréia do Sul, China e Chile. Nossa posição no ranking mundial é a penúltima, perdemos para vários países pobres da África Subsaariana.

Comprovando tal fato, tivemos a melhor Universidade brasileira saindo da lista das 200 melhores do mundo. Vivemos um profundo caos no setor e não observamos uma luz ao final do túnel. Enquanto isso, os responsáveis, ou melhor, “irresponsáveis” que respondem pelas pastas nos estados, municípios e união, produzem números na tentativa de enganar a população que se utiliza desse serviço público. Segundo estes a realidade é outra, esses números não dizem nada.

A melhor escola classificada no ENEM no Estado de Rondônia continua sendo o Classe A, de Porto Velho, sendo que a mesma não aparece nem entre as 500 melhores do Brasil. A mais bem colocada do setor público do nosso Estado da Cooperação do Doutor Confúcio, não aparece entre as 1000 melhores escolas do Brasil.

Em Vilhena, a mais bem ranqueada é o COOPEVI, que comemora sua vergonhosa posição no ranking, ser a mais bem colocada em Vilhena e a segunda no estado é o que importa, mesmo que fique muito distante das 500 melhores do Brasil. A segunda colocada em Vilhena, e décima quarta no Estado é o Curso, Escola e Preparatório do professor Vanks que na lista do ano passado, segurava a ponta, agora caiu e em Vilhena ficou com a segunda colocação. As demais escolas da nossa cidade aparecem muito longe, porém, na hora que abrirem suas matrículas no próximo ano, vão produzir números e justificativas para que suas salas fiquem ocupadas e recebam polpudas mensalidades.

O resultado do último ENEM, é um recado muito claro para os professores e metodologias utilizadas em nossas escolas, estamos no caminho errado. Precisamos rever quase tudo o que estamos fazendo em nossas escolas. O abismo entre escola privada e pública é gigantesco. Cada professor, pedagogo, orientador, diretor de escola, secretário municipal, estadual deveriam refletir seriamente os números, pois eles dizem que todos são incompetentes.

Não adianta espernear, xingar ou falar mal desse colunista. O resultado está na cara de todos, envergonha quem possui caráter e vergonha na cara! Precisamos procurar caminhos que modifiquem esta realidade ou assumir definitivamente nossa incompetência junto à sociedade que nos mantêm com seus impostos. Uma das coisas que devemos extirpar imediatamente é a politicagem existente, ninguém aguenta mais ingerências de prefeitos, vereadores, deputados e secretários que atuam na busca de se elegerem a cargos eletivos que pagam excelentes salários. Os dirigentes deveriam adotar uma postura técnica, fazer valer a meritocracia, investir em formação real de qualidade, em planejamento estratégico eficiente, aumentar salários, modificar a grade que existe há mais de quatro décadas e não se atualiza se compatibilizando com o novo mundo e novos tempos. Em fim, é preciso dar espaço para os inovadores, espaço para os que querem construir resultados e não essa forma comum existente que é muito cara, obsoleta, ineficaz e não gera transformação alguma dentro da sala de aula.

Reformar escolas, melhorar a merenda, construir quadras poliesportivas milionárias, comprar computadores, câmara para substituir os vigias das escolas, pintar muros, eleger diretores e vices, aumentar o número de crianças nas escolas, etc. Isso traz alguma contribuição, porém, o essencial é qualidade dos nossos professores, este é o grande gargalo, nossos professores, em grande parte, são pobres e medíocres, enganam, enrolam, não estudam, não atuam em sua própria formação, ficam esperando pelo estado ou município politiqueiro que não adotam posturas sérias e eficazes para o fim do abismo em que nos enfiamos.

Nossos professores em grande parte, desistiram, estão em sala de aul