Soa redundante dizer que a Argentina “só depende de si” para ao menos ir à repescagem em busca de uma vaga na Copa do Mundo de 2018 na Rússia. Uma vitória diante do já eliminado Equador, nesta terça-feira, é o que basta para os albicelestes seguirem vivos.

© Getty Lionel Messi durante o jogo da Argentina contra a Bolívia em La Paz pelas eliminatórias em 2013

Há muito mais em jogo, porém, no Estádio Olímpico Atahualpa em Quito.

Primeiro porque com Jorge Sampaoli no comando os argentinos não ganharam – três empates, inclusive dois em casa contra a fraca Venezuela e o rival direto Peru.

A segunda razão tem a ver com Lionel Messi.

O principal nome do futebol argentino (na história?) nunca venceu jogando na altitude. Empate ou derrota argentina, porém, pode significar algo muito mais frustrante para os fãs do futebol: a despedida do camisa 10 da seleção.

Messi já esteve às voltas com a aposentadoria da Argentina após a final da Copa América Centenário em 2016, quando errou uma cobrança de pênalti na decisão e amargou novamente o vice-campeonato para o Chile, como no ano anterior.

Ele anunciou que não jogaria mais com a camisa albiceleste, mas voltou atrás. A pecha de perdedor do atacante do Barcelona na seleção, no entanto, já vinha desde a final da Copa do Mundo de 2014 com a derrota na prorrogação para a Alemanha no Maracanã.

Sem título relevante no currículo pela Argentina, Messi, aos 30 anos, terá o jogo mais importante da sua vida junto aos compatriotas e com um tabu a ser quebrado.

 

Em cinco jogos disputados na altitude pelas eliminatórias sul-americanas, o craque tem uma derrota em Bogotá (onde anotou seu único gol em 2007), um empate e uma derrota em Quito (palco do duelo com o Equador) e um empate e uma derrota em La Paz (lá, sofreu a humilhante goleada para a Bolívia por 6 a 1 em 2009 e vomitou em campo no duelo quatro anos depois).

A única vitória argentina na capital equatoriana aconteceu em 2001, nas eliminatórias para o Mundial de Coreia do Sul e Japão, 2 a 0 com gols de Verón e Crespo.

O destino da seleção argentina e o futuro de Lionel Messi estarão em jogo hoje.

ESPN