Em Vilhena, o presidente da Executiva Municipal do Partido, Evandro Padovani, diz que os tucanos deverão seguir as orientações da Executiva Estadual. Tendência é manter a aliança com o PMDB estadual

Secretário de Agricultura de Rondônia, Evandro Padovani, diz que PSDB de Vilhena deve seguir a orientação da executiva estadual do partido

Secretário de Agricultura de Rondônia, Evandro Padovani, diz que PSDB de Vilhena deve seguir a orientação da executiva estadual do partido

[dropcap]A[/dropcap]lçado à presidência nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) com 97,3% dos votos dos mais de 500 delegados que participaram da escolha, o senador mineiro, Aécio Neves, se firma como presidenciável e, um ano e meio antes das eleições de 2014, sai na frente dos demais candidatos. Na condição de presidente tucano, Aécio ganha visibilidade, uma vez que passa a viajar pelo país em nome do partido. Desde a primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB/SP) para a presidência da República, em 1994, a disputa presidencial brasileira vem se polarizando entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o PSDB. É natural, então, que qualquer candidatura tucana seja uma empreitada forte e viável.

Consciente disso, as executivas estaduais e municipais do partido tornam-se uma espécie de “cereja do bolo”, ou “joia da coroa”, em seus respectivos territórios, afinal, são representantes de uma candidatura nacional com boa densidade eleitoral. “O Aécio Neves ainda não é candidato oficial do partido à presidência da República”, disse o presidente da Executiva Municipal do PSDB em Vilhena e secretário de Estado de Agricultura, Evandro Padovani. “O partido tem outros nomes fortes, em que pese ser o Aécio um bom nome, um nome novo. Por enquanto, em nível estadual, não muda nada. Não temos nada definido. As discussões vão começar agora”.

Aécio Neves tem um desafio grande pela frente: unificar o PSDB em torno de si. Apesar de contar com apoios de peso dentro da sigla, como o do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, do ex-presidente nacional da legenda, deputado federal Sérgio Guerra (PSDB/PE), e do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB/´SP), pesa contra o presidenciável mineiro a oposição – velada – que lhe faz o ex-candidato a presidente, José Serra (PSDB/SP), que carrega consigo parte considerável do partido em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, e Álvaro Dias, senador da República com grande influência no PSDB paranaense.

Mesmo reconhecendo que uma candidatura nacional fortalece a legenda em Vilhena, Evandro Padovani diz que a tendência é as executivas municipais seguirem as articulações da Executiva Estadual do partido. “Hoje o PSDB é aliado do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) em Rondônia. A tendência é a manutenção dessa aliança”, disse o titular da SEAGRI.

No plano nacional, o PMDB é o principal aliado do PT. Essa aliança, porém, deve se repetir em poucos estados brasileiros. Em Rondônia dificilmente PMDB e PT andariam juntos – o PT, aliás, vem sendo tratado como um partido moribundo, dadas as últimas traquinagens de seus líderes no Estado, principalmente do ex-prefeito da capital, Roberto Sobrinho. Assim, se no plano nacional o PMDB deve desfilar de mãos dadas com o PT, em Rondônia o mais certo é que o partido feche mesmo é com os tucanos – certamente os principais adversários petista na disputa pela presidência da República. A política brasileira é assim: feita de contradições.

As eleições estaduais em Rondônia ainda são uma grande incógnita. Nomes de peso como os do senador Ivo Cassol (PP) e Expedito Júnior (PSDB) podem não se viabilizar por conta dos problemas que os dois amealharam na Justiça Eleitoral. Iv