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Chacina deixa seis mortos em assentamento rural de Porto Velho

A polícia investiga a morte de quatro homens e duas mulheres na zona rural de Nova Mutum Paraná

PORTO VELHO (RO) — Seis pessoas foram brutalmente assassinadas na manhã desta segunda-feira (03) no assentamento Tiago Campin dos Santos, também conhecido como “Galo Velho”, na região do distrito de Nova Mutum, zona rural da capital rondoniense. A Polícia Militar foi acionada e encontrou os corpos das vítimas com marcas de tiros.

Cinco dos seis mortos já foram identificados: Rafael Garcia de Oliveira e os irmãos Patrícia Krostrycki, Lorrane Krostrycki da Silva, Tiago Krostrycki e Luan Krostrycki. A identidade da sexta vítima ainda não foi confirmada.

Próximo aos corpos, a polícia apreendeu duas motocicletas Honda Broz que possuíam restrição de roubo. A Delegacia de Homicídios da Polícia Civil assumiu as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis.

Conflitos na região

O assentamento Tiago Campin dos Santos tem histórico de conflitos agrários e disputas por terras. Em outubro de 2021, cerca de 300 famílias foram despejadas durante uma reintegração de posse, perdendo seus pertences e produções. Nos últimos meses, a violência na área aumentou, com relatos de invasões, ameaças e confrontos entre grupos rivais.

Autoridades locais ainda não descartam nenhuma linha de investigação, incluindo possíveis ligações com conflitos fundiários ou atividades criminosas. Testemunhas serão ouvidas nos próximos dias para ajudar a esclarecer a motivação do crime.

Medo e insegurança

Moradores da região relataram estar assustados com a brutalidade do ataque. “A gente vive com medo. Já aconteceram outros crimes por aqui, mas nada nessa proporção”, afirmou um morador sob condição de anonimato.

A Polícia Civil pede que qualquer informação que possa ajudar nas investigações seja repassada de forma anônima pelo Disque-Denúncia.

A chacina reforça a necessidade de medidas urgentes para garantir a segurança na zona rural de Porto Velho. A Secretaria de Segurança Pública ainda não se pronunciou sobre o caso.

Fonte: Redes sociais





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