04 de abril de 2025 | Email: [email protected] | Telefone: (069) 98160-2636

COLUNA BOCA MALDITA – FUGINDO DO POVO

 

 

 

 

 

 

FERIADÃO DE CARNAVAL

Desta sexta-feira, 28, até a próxima quarta-feira, 6, teremos o feriado de carnaval. Embora o município de Cacoal não tenha nenhuma tradição de brincar a folia do Rei Momo, certamente as pessoas aproveitam os dias de feriado para descansar, reunir amigos, familiares e praticar um pouco de lazer. Neste caso, inevitavelmente, sempre ocorre o consumo de bebidas alcóolicas e o trânsito costuma ficar um pouco mais agitado. Por isso, a recomendação da coluna é que as pessoas procurem se divertir sem excessos e que bebam com a devida moderação. Todo mundo sabe que o excesso de bebida pode criar problemas e provocar acidentes no trânsito. Na realidade, o trânsito de Cacoal já está muito agitado nos últimos meses, mesmo sem a ocorrência de feriados prolongados. Então, neste período de carnaval, os condutores de veículos precisam redobrar a atenção para evitar acidentes. O número de acidentes de trânsito no município aumentou muito nos últimos tempos.

 ABONO NATALINO

 Na semana passada, os vereadores de Cacoal colocaram em deliberação no plenário uma matéria referente ao veto do prefeito Adailton Fúria sobre um abono natalino aos servidores da Câmara Municipal, aprovado no ano passado pelos vereadores da legislatura anterior. A matéria foi vetada pelo prefeito com o argumento de que o abono natalino teria perdido o objeto, já que foi aprovado apenas nos últimos dias de dezembro de 2024. Durante a sessão que manteve o veto do prefeito, por 12 votos, os três vereadores reeleitos tentaram sugerir em seus discursos que a culpa pela não concessão do benefício aos servidores teria sido do ex-presidente da Casa de Leis, Valdomiro Corá. A história não é bem assim, porque todos os vereadores da legislatura anterior festejaram a aprovação da matéria no mês de dezembro e disseram que votavam a favor porque os servidores mereciam muito. Claro que isso é apenas uma tentativa de justificar. Se houve erro, foi de todos os vereadores da legislatura anterior. Os que foram reeleitos deveriam propor um aumento salarial aos servidores, porque eles também participaram do erro.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

A atual Câmara de Cacoal é constituída praticamente de 100% de vereadores que se declaram de direita e costumam fazer discursos em defesa da chamada liberdade de expressão. Entretanto, os edis cacoalenses parecem ter firmado um pacto para reclamar de diversos veículos de imprensa que fazem publicações sobre os atos da Câmara Municipal e dizem não aceitar as críticas publicadas nos jornais eletrônicos ou nas redes sociais do município. Os nossos vereadores precisam entender que os órgãos de imprensa possuem o dever de informar a população e os órgãos públicos possuem o dever de zelar pela imagem das instituições, especialmente pelos dois poderes do município. Assim, caso ocorra algum fato que merece ser destacado na imprensa, é natural que seja divulgado. Quem não deseja ter o nome envolvido nas publicações precisa evitar a participação. Em relação à farra de diárias praticadas pela Câmara de Cacoal, é um fato que incomoda a população, porque o contribuinte tem direito de reclamar. Nenhum dos vereadores ou vereadoras teve a corda colocada no pescoço para ser candidato. Então, devem se acostumar com as críticas e elogios, pois isto é coisa do mandato. Quem não gostar que renuncie ao cargo.

SEGURANÇA PRIVADA

Apenas para citar um fato que os vereadores participaram e que certamente não conhecem a opinião da população, na última sessão ordinária da Câmara Municipal, eles aprovaram por unanimidade um projeto que cria uma espécie de assessoria militar para o gabinete do prefeito e do vice-prefeito, com diversos cargos. Na prática, os vereadores decidiram que o prefeito e o vice podem ter policiais militares pagos pela população para fazer segurança privada de políticos. Todo mundo que mora em Cacoal sabe muito bem que isto não é uma prioridade e que em momento algum o prefeito ou vice tiveram sua integridade física ameaçada por ninguém. Esse tipo de fato não acontece em Cacoal. Basta observar que mesmo quando havia brigas diárias envolvendo o executivo e legislativo, nunca houve qualquer ameaça. Essa história de segurança privada, usando policiais militares, já foi motivo de condenação no STF de governadores de Rondônia. Neste caso, resta saber se a Polícia Militar de Rondônia, que já possui um efetivo reduzido, estará disposta a tirar policiais das ruas para fazer segurança de políticos. E mesmo que sejam policiais da reserva, não existe nenhuma necessidade de criar esse tipo de coisa em Cacoal.

FUGINDO DO POVO

Esta semana, aconteceu uma enquete em Cacoal que tinha como finalidade saber a opinião das pessoas sobre o horário de realização das sessões ordinárias na Câmara Municipal. Atualmente as sessões são realizadas às segundas-feiras, no horário de 9:30 da manhã. Essa mudança aconteceu no período da pandemia e os vereadores alegaram, na época, que o objetivo era evitar aglomeração de pessoas no plenário da Casa de Leis. Após vários anos do fim da pandemia, as sessões continuam acontecendo no horário da manha e  não existe a participação da população. Todas as segundas-feiras, os assessores dos vereadores são colocados no plenário para assistir aos discursos dos vereadores. Essa é a forma encontrada pelo legislativo para que o plenário não fique vazio. Até o momento em que a coluna acompanhou a enquete, havia quase 600 votos pedindo a sessão no horário da noite e menos de 10 votos para manter a sessão na parte da manhã. É difícil que haja a mudança, porque o verdadeiro motivo de manter as sessões segunda de manhã é evitar que a população esteja no plenário. Mas os novos vereadores batem no peito com orgulho e dizem que representam a população.

DUPLICAÇÃO DA BR 364

Esta semana aconteceu o leilão de concessão do BR 364. O leilão foi realizado na Bolsa de Valores de São Paulo e teve apenas um único concorrente, que ofereceu o melhor percentual de descontos. Após a divulgação do leilão, diversos políticos e lideranças de Rondônia foram às redes sociais fazer discursos contra a duplicação da BR 364 e dizer que a população será prejudicada. Em seus discursos, eles falaram de valores de pedágios astronômicos e disseram que o leilão precisa ser cancelado. O problema nesses discursos é que há muitas informações falsas, principalmente sobre valores, ficando evidente que nossos deputados e senadores desconhecem o projeto de duplicação da rodovia. A realidade mostra que a BR 364 é uma das rodovias mais perigosas do país, com um número altíssimo de acidentes fatais. O projeto de duplicação prevê que diversos trechos considerados críticos serão duplicados, para diminuir a quantidade de acidentes fatais. Mas os políticos de Rondônia estão distorcendo as informações e dizendo que apenas um pequeno trecho será duplicado. Isso não corresponde à realidade. Nossos políticos bem que poderiam procurar conhecer o projeto, antes de fazer esses discursos.

RISCOS DE ACIDENTES

A população tem todo o direito de reclamar da cobrança de pedágios nas rodovias do Brasil, porque isso envolve tirar dinheiro do bolsa do contribuinte. Porém, é necessário analisar os fatos por inteiro. Um relatório da Confederação Nacional dos Transportes divulgado pouco tempo atrás mostra que a duplicação de rodovias não impede a ocorrência de acidentes, porque existem saídas de estrada, capotamento e outros. Entretanto, o mesmo relatório indica que 71% das mortes em rodovias ocorrem em pistas onde não existem canteiros que dividem as pistas. Algumas das principais rodovias do Brasil tiveram uma queda acentuada no número de acidentes fatais exatamente após a duplicação. Todas as manifestações de protestos sobre os valores dos pedágios são válidas e democráticas, mas ninguém pode negar que a duplicação de trechos da BR 364 certamente vai evitar a ocorrência de centenas de mortes na rodovia. No caso de Rondônia, o que precisa acontecer é a atuação firme dos políticos do estado, para evitar as cobranças abusivas de pedágios, mas a duplicação é importante e temos certeza de que trechos como da cidade de Cacoal até o distrito de Riozinho, não vai mais ocorrer operações tapa-buracos de 6 em 6 meses.

AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO

Os trabalhadores da educação do estado de Rondônia realizaram diversas assembleias em todos os municípios do estado e se preparam para exigir do governo uma posição clara sobre as promessas feitas em relação ao auxilio alimentação, auxilio saúde e outros direitos. Para que se tenha uma ideia, o valor do auxílio alimentação de um professor ou técnico da educação é de 253,00 reais, enquanto o auxílio saúde é 50,00 reais. Em outros órgãos estaduais, o auxilio alimentação é superior a 2 mil reais e o auxílio saúde é próximo de 800 reais. Isso revela uma desigualdade sem precedentes e os trabalhadores da educação estão corretos em suas reivindicações. Desde o início do primeiro mandato do governador Marcos Rocha, a SEDUC prometeu que faria estudos para aumentar os valores, mas até hoje nada foi feito. Vale lembrar que a imensa maioria dos trabalhadores da educação manifestaram publicamente apoio ao governador em sua reeleição. Como tem sido cogitado para disputar uma vaga no Senado Federal, o governador precisa ouvir os reclames da educação, para evitar problemas em uma futura campanha eleitoral, no próximo ano.

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

No último dia 27 de fevereiro, o prefeito de Porto Velho, Leo Moraes, participou de uma reunião com dirigentes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Na pauta da reunião estava a implantação do Hospital Universitário da UNIR, que pode ser uma importante instituição de reforço no setor de saúde de Rondônia. O Hospital Universitário da UNIR, segundo as projeções das autoridades responsáveis pelo projeto, visa à formação de profissionais de saúde e também o atendimento à população. Esta luta precisa ser abraçada pela bancada federal de Rondônia e por toda a classe política do estado, porque os problemas de saúde crescem com muita intensidade no estado. A implantação de um Hospital Universitário no estado certamente vai resolver grande parte dos problemas, principalmente com a diminuição de filas nas unidades de saúde da rede estadual e também nos municípios. Além disso, a formação de profissionais da saúde é algo que deve ser visto como muito positivo, porque existe uma demanda enorme em Rondônia. Caso o prefeito Leo Moraes consiga acionar lideres políticos nacionais com os quais tem contato, o projeto pode virar realidade em pouco tempo.

 





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